13 de ago. de 2009

"Festejar o quê?"

Por Marcelo Rubens Paiva

"Tudo bem, não se pode beber, fumar, fazer barulho até antes da meia-noite. Muitas baladas dos Jardins foram fechadas. Em blitze, tratam pessoas que querem se divertir como se fossem criminosas. Fiscais e policiais caçam com sangue nos olhos o lazer que consideram ilegal.

Arrumam-se motivos para acabar com a diversão alheia. Burocratas engravatados decidem o que se pode ou não fazer. A cidade, que quer cultura e se entreter, conhecer e festejar, enfrenta a tropa de choque da caretice.

Kassab & Cia limpam a cidade, até de diversão. Quem são esses caras? Saem à noite, têm amigos, vida social? A TFP tomou o poder?

Se fumamos dentro de um espaço público, vem a lei antifumo. Se todos saem à calçada para fumar, vem a lei do silêncio. Não há cinzeiros, porque a lei proíbe. Se batemos papo, vem o PSIU. E tem autoridade que quer proibir a bebida para depois das 23hs.

Até com quanto decibéis podemos rir? Serenatas, nem pensar. Podemos olhar a lua e uivar?

Deveriam ir ao divã, para se perguntarem por que detestam ver outros mais felizes."

11 de ago. de 2009

10 de ago. de 2009

Semelhanças futebolísticas

Clique e divirta-se!

Lei anti-fumo: o impulso fascista moderno

Por Luiz Felipe Pondé, colunista da Folha de São Paulo

"O QUE MOVE as pessoas, em meio a tantos problemas, a dedicar tamanha energia para reprimir o uso do tabaco? Resposta: o impulso fascista moderno.

Proteger não fumantes do tabaco em espaços públicos fechados é justo. Minha objeção contra esta lei se dá em outros dois níveis: um mais prático e outro mais teórico.

O prático diz respeito ao fato de ela não preservar alguns poucos bares e restaurantes livres para fumantes, sejam eles consumidores ou trabalhadores do setor. E por que não? Porque o que move o legislador, o fiscal e o dedo-duro é o gozo típico das almas mesquinhas e autoritárias. Uma espécie de freiras feias sem Deus.

O teórico fala de uma tendência contemporânea, que é o triste fato de a democracia não ser, como pensávamos, imune à praga fascista.

A tendência da democracia à lógica tirânica da saúde já havia sido apontada por Tocqueville (século 19). Dizia o conde francês que a vocação puritana da democracia para a intolerância para com hábitos "inúteis" a levaria a odiar coisas como o álcool e o tabaco, entre outras possibilidades.

Odiaremos comedores de carne? Proprietários de dois carros? Que tal proibir o tabaco em casa em nome do pulmão do vizinho? Ou uma campanha escolar para estimular as crianças a denunciar pais fumantes? Toda forma de fascismo caminhou para a ampliação do controle da vida mínima. As freiras feias sem Deus gozariam com a ideia de crianças tão críticas dos maus hábitos.

A associação do discurso científico ao constrangimento do comportamento moral, via máquina repressiva do Estado, é típica do fascismo. Se comer carne aumentar os custos do Ministério da Saúde, fecharemos as churrascarias? Crianças diagnosticadas cegas ainda no útero significariam uma economia significativa para a sociedade. Vamos abortá-las sistematicamente? O eugenista, o adorador da vida cientificamente perfeita, não se acha autoritário, mas, sim, redentor da espécie humana.

E não me venha dizer que no "Primeiro Mundo" todo o mundo faz isso, porque não sou um desses idiotas colonizados que pensam que o "Primeiro Mundo" seja modelo de tudo. Conheço o "Primeiro Mundo" o suficiente para não crer em bobagens desse tipo.

O que essas freiras feias sem Deus não entendem é que o que humaniza o ser humano é um equilíbrio sutil entre vícios e virtudes. E, quando estamos diante de neopuritanos, de santos sem Deus, os vícios é que nos salvam. Não quero viver num mundo sem vícios. E quero vivê-lo tomando vinho, vendo o rosto de uma mulher linda e bêbada em meio à fumaça num bistrô."

9 de ago. de 2009

Tempos modernos

"O Twitter é mais uma evidência de que o ser humano caminha para o grunhido"
(José Saramago)

16 de jun. de 2009

Causas nobres


Créditos ao Peão Digital
(clique na imagem para visualizar melhor)

27 de mai. de 2009

Diguinho: novo personagem do Super Punch Out



JC explicou!

Há algumas semanas, perguntei para os leitores deste humilde blog quem explicava o sucesso do Twitter. Eis que João Cláudio Cotta Cardoso, da longinqua Bretanha, se propôs a dar uma luz em tão intrincado dilema.

Como essa porcaria de Blogspot não deixou que ele postasse sua versão para o fenômeno, vale um novo post somente para isso. Segue abaixo:

"Meu caro Thiago Reimao,

Se voce quer ver o funcamento cientifico por tras disso, de uma olhada no link abaixo (o modelo de difusao de Bass): http://en.wikipedia.org/wiki/Bass_diffusion_model

Este modelo descreve muito bem o ciclo de adocao de uma nova tecnologia. O numero de usuarios cresce numa curva em forma de "S": no comeco pouca gente conhece a tecnologia em questao, o que, junto com o custo proibitivo, justifica que so alguns aventureiros cheguem a aderir (dai o termo "early adopters", ou pioneiros numa traducao livre). Eh a primeira parte, mais plana, do "S".

Depois disso, a tecnologia tem dois caminhos: ou morre (e os pioneiros acabam por abandona-la) ou explode, com o povao todo se convertendo em massa aa nova tecnologia: a propaganda boca-a-boca, a amortizacao dos custos de pesquisa e a producao em massa facilitando o processo. Esses individuos sao os "seguidores", repondem por uns 90% dos usuarios da tecnologia quando ela atinge a maturidade, e desenham a parte intermediaria, mais ingreme, do "S".

Finalmente, o ritmo de adocao da tecnologia desacelera, pelo simples fato de nao haverem muito mais pessoas que ainda nao a usam. Os "atrasados" sao aqueles que resistem aa evolucao tecnologica, ou novas pessoas que entram no "mercado" depois da tecnologia ja estabelecida. Essa fase eh a derradeira, plana e superior parte do "S".

O Twitter, com uma nova proposta de rede social, se qualifica como inovacao tecnologica e portanto vale a teoria de Bass. Ou seja, quem usa Twitter desde antes de fevereiro pode ser descrito como pioneiro, inovador, visionario, empreendedor, destemido, ou (mais provavelmente) nerd. Os que abriram seus Twitters depois de Fevereiro sao meros seguidores (ou "paga pau", no coloquio em voga na capital Paulista hoje em dia).

A teoria de Bass pode ser o ponto de partida de varias discussoes filosoficas sobre o comportamento humano, a dinamica do progresso, estrategias de negocio, e tipos de personalidade. Basta algumas cervejinhas e a conversa vai que vai. Pode ser um dos nossos topicos para a semana que vem!!

Abracos, JC"


Obrigado pela luz, professor!

5 de mai. de 2009

Virada Cultural

Surpreendeu positivamente a Virada Cultural. Eu, que nunca havia ido a algum edição do evento, achei o máximo ficar circulando pelo centrão a noite sossegado, vendo um monte de gente indo atrás de risada, diversão e lazer. Gente de todas as idades e tribos convivendo em harmonia. Logo ao adentrar a Estação Brigadeiro do metrô, por volta de 21:30, vc via as pessoas de bom humor, com uma sensação gostosa estampada no rosto.

É claro que nem tudo são flores: não sei as informações que constam 4 milhões de pessoas presente no evento estão corretas. O fato é que foi impossível ficar perto de algunas palcos, como o do Clube do Balanço. Para ver o Camelo, até que não achei tão difícil: ficando um pouco longe dava para ver e escutar bem. o fato é que é muita gente, muitas atrações, os números são gigantescos. Mas vale frisar que o saldo é sim positivo.

No metrô, indo até a Estação da Luz, pensava comigo mesmo: "poxa, isso é um evento digno de uma metrópole". E é esse mesmo o fator mais tesão da Virada: um caldeirão de pessoas, tribos, culturas, gostos, todos curtindo juntos e em harmonia.

O fato é que a Virada Cultural é um evento à altura da magnitude e grandeza da cidade de São Paulo.

Que venham as próximas!
:-D

Ps.: abaixo, para quem não pode estar presente, um videozinho do show do Camelo: