11 de out. de 2007

Mais uma da série "uma imagem vale mais do que mil palavras"


O Feitiço virou contra o Feiticeiro


O São Paulo jogou o tempo todo em cima do adversário, dando mais de 15 chutes a gol ao final da partida, contra apenas 4 do Millionários da Colômbia.

Por que perdeu então? Oras, você se recorda das vitórias do São Paulo contra Grêmio, Botafogo e Vasco? O São Paulo jogou recuado 100% do tempo, aproveitando apenas as raríssimas chances que teve; ou seja, eficiência total.

O que houve ontem foi apenas o inverso, o feitiço virou contra o feiticeiro. Afinal, quem ganha não é quem tem mais volume de jogo: é quem bota a bola na rede.

10 de out. de 2007

Radiohead e Thelonious Monk: provas de que “Música é Tudo”

Radiohead - In Rainbows feat. Thelonious Monk
O dia 10 de Outubro de 2007 nos traz dois fatos muito importantes para a história da música. O primeiro deles nos remete à música emocionante, marcante, que quebra barreiras: Thelonious Sphere Monk, um dos pianistas mais inventivos, instigantes e revolucionários da história do jazz, completaria 90. O segundo é o lançamento do novo álbum da banda mais importante do planeta a partir da década de 90, o Radiohead. Além do disco novo, inclusive, surpreende e revoluciona a forma como o disco está sendo comercializado: download no site oficial, onde o usuário pode pagar o quanto quiser pela obra. Isso mesmo: ainda não existe o álbum fisicamente, nas lojas (apenas a partir de Dezembro), e você mesmo decide o quanto pagará pelo seu download.

Falemos primeiro de Thelonious. É uma honra poder falar sobre o meu primeiro e, até hoje, mais importante ídolo dentro do Jazz. Foi de um disco “roubado” de meu pai que ouvi, pela primeira vez, “Ruby, My Dear”, música que entrou pelos meus ouvidos e, mal sabia eu, mexeria na minha mente e no meu jeito de ser por completo, daqui por diante. Posteriormente, correndo atrás, descobri que ele tocava piano de um jeito todo esquisito, anormal, além de comprovadamente sofrer de doenças psiquiátricas. Esse tipo de coisa só me fez ficar ainda mais fã dele. Até então, conhecia pouquíssimo sobre Jazz, e essa canção foi, certamente, o gatilho para que eu fosse fundo nesse gênero musical, me tornando fã de Charlie Parker, Miles Davis, entre tantos outros. Monk abriu as portas para que eu adentrasse nesse mundo completamente encantador e charmoso, repleto de histórias sobre preconceito, drogas e música como forma de libertação. Minha sugestão, para quem quiser correr atrás, é documentário Jazz, de Ken Burns: uma obra prima sobre esse estilo musical.

Seguimos com o Radiohead. No início da faculdade, o Cotta me emprestou o The Bends e o OK Computer. Discos que hoje estão entre, certamente, os 10 mais da minha vida, à época eram só “música estranha, bizarra”... quem era o esquisito desse Thom Yorke? Provavelmente, com meu gosto musical mais amadurecido, mais apurado, comecei a entender, curtir mais a proposta dos caras. Não sei quando nem onde, me vi completamente fanático, apaixonado pelo som deles. Na minha opinião, o Radiohead se encaixa num nível, numa categoria, que pouquíssimos artistas conseguem estar (pra ser honesto, só consigo colocar o Radiohead e o Milton Nascimento): o de te provocar sensações e emoções únicas, que ninguém mais consegue. Não é questão de melhor ou pior; pode-se gostar ou não deles, mas uma coisa é fato: ninguém consegue fazer a música deles, como eles. O Radiohead não segue moda; ele a dita, ele dita as influências a serem seguidas pelos outros.

Monk completando 90 anos. Radiohead lançando disco em um novo formato. Hoje é mesmo um dia especial na história da música, para dois monstros sagrados que cravaram suas marcas. E é curtindo o som de bandas como Radiohead ou do piano de Thelonious Monk que fica mais do que comprovada a tese.

Música é Tudo. Absolutamente Tudo.

9 de out. de 2007

Monica Veloso, mae da filha, na Playboy

Monica Veloso Nua na Playboy de Outubro

Sem dúvida alguma, a mulher da semana é Mônica Veloso. Ainda mais com a nova denúncia contra Renan Calheiros, o assunto mais quente (tirando a já enfadonha história do Rolex do Huck) é o ensaio da jornalista para a Playboy.

Além de termos uma situação que espelha bem a zona que é o Brasil (olha o enredo de novela das oito: “mulher que teve filha com senador acusado de vários atos ilícitos sai pelada numa revista), um novo fato surgiu nessa história toda: o curioso cargo que Mônica carrega.

Quando se lê um texto jornalístico, sempre temos a referência das pessoas citadas. Chico Buarque, cantor e compositor; Paulo Autran, ator; Roberto Justus, empresário. Mônica inaugurou um novo cargo: ela é “mãe da filha”. Isso é ainda mais brilhante pelo fato de que ela nunca foi nada oficial do senador, portanto, não se pode chamá-la de “mulher”, “ex-esposa”, “ex-ficante”, nada. Ou seja: ou a imprensa a chama de “jornalista”, termo não vendável para a repercussão do escândalo, ou então o exótico “mãe da filha”.

É isso aí. O cargo da Mônica Veloso, mãe da filha, retrata bem a palhaçada na qual vivemos: filhos da mãe (para não dizer outras progenitoras) nos fazem de trouxas e apenas assistimos a isso tudo, calados. Com a Playboy na mão.

8 de out. de 2007

Fábio Eitelberg na internet


Finalmente, teremos a oportunidade de conferir o talento do compositor, dramaturgo e jornalista Fábio Eitelberg na internet!

Não perca mais tempo! Clique agora e confira sua página no MySpace

3 de out. de 2007

Memória: há 33 anos Pelé se despedia do Santos FC!


Deixando pegadas de glória e saudade pelo Brasil, o Rei Pelé (foto abaixo) despediu-se do Santos Futebol Clube no dia 02 de outubro de 1974, durante partida contra a Ponte Preta, coroada com um placar de 2 a 0 favorável ao Peixe. No entanto, a magia do futebol daquele homem, que, com seus pés de ouro fazia arte em campo, ficará imortalizada nos gramados da Vila Belmiro e na memória daqueles que o assistiram. Pelé é eterno.

No jogo de adeus ao futebol brasileiro, Pelé jogou até os 21 minutos do primeiro tempo, quando se ajoelhou no centro do gramado. Abriu os braços e, antes de ser substituído por Gílson Beija-Flor, fez o seu agradecimento à torcida. O craque estreou no Santos FC em uma goleada sobre o Corinthians de Santo André por 7 a 1, em 7 de julho de 1956. Marcou seu primeiro gol e o sexto do Santos FC na partida.

Pelé deixou seu nome gravado na história do futebol com uma trajetória incrível de mais de 1000 gols marcados pelo Peixe; 95 pela Seleção Brasileira; recorde de gols em uma partida: seis, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos FC 11 x 0 Botafogo de Ribeirão Preto; mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 - Santos FC (fez 17 anos durante a competição); mais jovem Campeão Mundial: 1958 - Brasil (17 anos); mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 - Brasil (21 anos); maior artilheiro em uma temporada do Campeonato Paulista: 1958 - 58 gols; maior número de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista: 11; maior artilheiro em uma temporada: 1959 - 127 gols.

O adeus à Seleção Brasileira Seleção Brasileira aconteceu três anos antes do encerramento de suas atividades no Peixe. A partida foi realizada no Maracanã, no dia 18 de julho de 1971, com público de 138.575 pagantes: Brasil 2 a 2 Iugoslávia. A parada definitiva aconteceu em em 01 de outubro de 1977, em um amistoso entre o New York Cosmos (EUA)- time onde encerrou a carreira-, e o Santos FC, única agremiação time brasileira que teve Pelé em seu elenco. O Rei atuou uma etapa por cada equipe, e, pela primeira e única vez na história, assinalou com gol contra o time da Vila Belmiro.

Uma curiosidade é que o Rei seria a estrela de partidas de despedida de outros astros, como Garrincha em 1973 (fez um gol pela Seleção Brasileira, driblando toda a defesa adversária formada por estrangeiros que atuavam no Brasil); e da de Beckenbauer, seu companheiro no Cosmos (EUA), em 1982, quando fez seu último gol.

Santos FC 2 x 0 Ponte Preta

Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro)
Data: 02 de outubro de 1974
Horário: 21 horas
Árbitro: Emídio Marques Mesquita
Público: 20.258 pagantes
Renda: Cr$ 219.371,00

Gols: Claúdio Adão e Geraldo (contra)

Santos FC - Cejas; Wilson Campos, Bianque, Vicente e Zé Carlos; Léo, Brecha, Da Silva e Pelé (Gilson); Claúdio Adão e Edu. - Técnico: Tim.

Ponte Preta - Carlos; Geraldo, Oscar, Zé Luiz e Valter; Serelepe, Serginho, Adílson e Valtinho; Valdomiro e Tuta.

Perguntar não ofende (Tostines)

A continuidade da CPFM justifica a criação da (agora ministério) Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, ou a criação da (agora ministério) Secretaria de Planejamento de Longo Prazo justifica a continuidade da CPMF?

2 de out. de 2007

Eles agora sabem voar

Pato Fu - Daqui Pro Futuro [2007]

por Felipe Cotta (publicitário, redator, articulista e compositor)

O novo - e nono - álbum dos mineiros do Pato Fu é um presente que o pop brasileiro há tempos merecia ganhar. "Daqui pro Futuro" é fruto de uma maturidade ímpar e por vezes inesperada na história do Pato Fu.

Justiça seja feita, desde os tempos de "Ruído Rosa", de 2001, que a banda vem se transformando. Cada novo disco é uma boa surpresa e o Pato Fu tem se mostrado um competentíssimo gerador de pequenas pérolas pop.

Não que os discos anteriores a "Ruído" sejam menos bons. São muito legais. Mas naturalmente falta ali no começo da carreira o filtro que hoje limita as piadas e brincadeiras ao seu nível certo. O Pato Fu sempre teve um lado bem-humorado delicioso - e que inclusive trouxe fama à banda - e inteligente, mas às vezes havia overdose. De uns discos pra cá, eles vieram acertando cada vez mais a receita. E hoje, com o "Daqui Pro Futuro", o que se ouve é uma banda totalmente madura, que usa o bom-humor e o escracho, sim, mas de um jeito muito mais esperto do que fazia há 10 anos.

Prova disso pode ser encontrada em "Woo!", uma excepcional e divertidíssima ode à eventuais quebras de regras para que nos mantenhamos vivos. Deliciosamente "Secos & Molhados"iana, a música é empolgante e inteligente, barulhenta e bem-humorada na medida certa. Se você ficar cantarolando o refrão ininterruptamente, não se preocupe. É um sintoma normal.

Refinado e extremamente sutil, o bom-humor continua presente em "Nada Original", onde Fernanda desfila versos espertos e venenosos sobre a previsibilidade das pessoas e cobra delas uma atitude. Um dos melhores arranjos do álbum, com guitarras precisas e maneirismos vocais interessantes. Já livre do veneno, a banda mostra seu lado angelical e materno em "Mama Papá", feita em homenagem à pequena Nina, filha de Fernanda e John (vocalista e guitarrista, respectivamente, e fundadores da banda). É a música "bonitinha" do disco.

Mas o filé do álbum é composto mesmo pelas músicas mais "densas". A linda e soturna "Espero", uma das melhores performances vocais de Fernanda aliada a um instrumental impecável e original, cheio de arpejos e backing vocals inventivos; a poética "A Verdade Sobre o Tempo" , a triste e intimista "Vagalume" e a emocionante faixa de abertura "30.000 pés", onde eles lá do alto se vêem conscientes do patamar que atingiram. E cantam orgulhosos sobre o que têm para mostrar, com a recompensadora certeza de que o ouvinte responde o sentimento com reciprocidade.

Pode acreditar: eles agora sabem voar.

1 de out. de 2007

Pra mim, chega.

Pra mim, chega.

Primeiro foi o ZPQ, o selo Zeca Pagodinho de Qualidade, uma das coisas mais imbecis da história.

Depois veio a infame Zeca-feira, nos dizendo qual o era melhor dia para se beber, quebrando a rotina da semana e tals.

Agora eles inventaram a Zeca-hora.
E, pra mim, acabou.

Enquanto a Brahma continuar tendo como garoto-propaganda um bêbado quebrador de contratos trapaceiro, que representa o máximo da malandragem, a Lei de Gérson e o famoso "jeitinho brasileiro", eu não tomarei mais essa cerveja. A melhor cerveja do pais não pode mais continuar tendo sua imagem atrelada à um lixo como o Zeca Pagodinho.

Que as vendas da Brahma despenquem enquanto esse cara for seu representante, me esforçarei para isso.

E tenho dito.