4 de set. de 2008

Mano, informe-se melhor!



Amigons, bom dia!

Mano, ontem vc mostrou como seu conhecimento de futebol é irrisório e parco: vc disse que o Santos tinha mais chances de cair que o Atlético PR, pois este vinha numa crescente, e o Santos numa descendente.

Bom, antes da rodada ontem, o Atlético PR vinha de 3 derrotas seguidas e o Santos de quatro jogos invictos.

Para corroborar com as tendências, o Atlético PR tomou um pau ontem e o Santos ganhou mais uma, conquistando 9 dos últimos 15 pontos.

Por favor, se informar melhor antes de emitir aleatoriamente uma opinião. Segundinha não é que nem a primeira não, viu?

Com o Santos, Onde e Como Ele Estiver - O ÚNICO GRANDE PAULISTA QUE NUNCA CAIU!

Abraços,
Thiago Reimão

blogdofalsario.blogspot.com
www.buscape.com.br

3 de set. de 2008

Reimão "cantando" Creep na festa do Cabral

The Dilators ROCKS!!!

Em defesa do Craque Robinho


O assunto do mundo futebolístico (?) no início dessa semana foi Robinho Arantes do Nascimento, ou melhor, apenas Robinho. A imprensa, principalmente a Trio-de-Ferro Futebol Clube, classificou a transferência dele como “falta de ética”, “irresponsabilidade”, “trairagem” e outros adjetivos não menos agressivos contra a índole do rapaz.

Meu ponto aqui não é falar do profissional Robinho. Que os chatos o façam. O que eu gostaria de ratificar é que, nesse processo de fritura, foi totalmente deixado de lado a qualidade do jogador, e tudo o que ele já apresentou em termos de futebol.

A mim, honestamente, não espanta. A Imprensa Trio-de-Ferro FC (para quem não sabe o que é: que apenas fala e defende Corinthians, São Paulo e Palmeiras) foi a primeira a detoná-lo. Na verdade, faz sentido, pois são clubes sem ídolos recentes. Além disso, o Robinho cansou de arrebentar os “três grandes” da capital. Senão vejamos:

- Valdívia: considerado “O Mago”, desafio alguém a me mostras 3, APENAS 3 jogos onde ele foi estritamente decisivo em quase dois anos de Palmeiras e apenas um mero Paulista conquistado. Fico no aguardo.

- Tevez: bom, esse nem se fala: saiu do Corinthians da mesma forma que o Robinho: brigado com a torcida e foi para um time muito menor que o City, o tal do West Ham. Aliás, ele e o Mascherano. Alguém pegou no pé dele? Ninguém, ele é considerado ídolo até hoje. E só ganhou um Brasileiro cujo próprio presidente do clube, naquele momento, admitiu que foi roubado.

- Kaká: saiu debaixo de uma chuva de pipocas em 2003, odiado pela torcida são paulina.

- Robinho, jogador de sucesso do Santos e, por isso, inimigo da Imprensa Trio-de-Ferro FC: o maior jogador de futebol (e não pessoa ou profissional vale ratificar) que já vestiu a camisa do Santos nesse milênio: ganhou dois brasileiros (e um deles, com a mãe seqüestrada: quem aí se lembra disso)? Cansou de dar espetáculos como profissional por 3 anos no Santos FC, e vou citar alguns: finais do BR 2002, jogos da Libertadores 2003 (foi aplaudido de pé na Colômbia numa vitória do Santos por 5x1), Bahia 4 x 7 Santos, Coritiba 0 x 4 Santos. Ao digitar “robinho” no Youtube, vemos mais de 20.000 ocorrências: assista uma e se arrepie.

Como diria a propaganda do “Fruthos”, “o mundo hoje está muito chato”. Ou seja, eu acho que ele deve ser anti-ético e traíra? Jamais! Não sou criança que nem ele. Ele, inclusive, fez uma grande palhaçada com a torcida do Santos em 2005, quando quis ir para o Real Madrid. Mal orientado, mimado, miolo-mole. Não é à toa que grande parte da Massa Alvinegra não o engole até hoje.

No entanto, sou freqüentador da Vila Belmiro desde 1986, e o Robinho fez coisas que ficaram eternamente guardadas em minhas retinas e memórias. Robinho, “o caçador de gambás”. O Robinho é craque, monstro, gênio. E isso ninguém vai tirar mim, ninguém.

E nem dele.

21 de ago. de 2008

Perguntar não ofende (parte 1)

Se o Santos não ganha do Ipatinga, vai ganhar de quem?

18 de ago. de 2008

Essa gente bronzeada e o chororô olímpico (mais um da série "Textos que eu gostaria de ter escrito")

Essa gente bronzeada e o chororô olímpico, por Ruth de Aquino (diretora da sucursal da revista Época no Rio de Janeiro - raquino@edglobo.com.br)
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI10484-15230,00-ESSA+GENTE+BRONZEADA+E+O+CHORORO+OLIMPICO.html


"A cada medalha perdida, a cada último lugar numa final, a cada travessia suada para uma semifinal, nós somos convidados a chorar de orgulho verde-amarelo, enrolados na bandeira, pelo esforço de atletas excepcionais. É a maior delegação brasileira, 277 atletas, uma população de quase 200 milhões e, até este domingo, tínhamos quatro medalhas de bronze e uma de ouro. Com a ressalva de que o nosso nadador de ouro, o paulista César Cielo, vive e treina... nos Estados Unidos. Que me desculpem, mas não consigo me emocionar com o desempenho do Brasil nas Olimpíadas. Está longe de nosso potencial humano.

Acorda, Brasil, antes de 2016! O incentivo precisa ser consistente e planejado para nossos atletas não chorarem de decepção. Eles são movidos a teimosia e paixão. Carentes de uma política esportiva séria. Dinheiro já existe. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) recebe R$ 50 milhões por ano. Em Sydney (2000), últimas Olimpíadas em que o COB mendigava verbas do governo, ganhamos 12 medalhas: seis de prata e seis de bronze. Em Atenas (2004), foram dez medalhas: quatro de ouro, três de prata e três de bronze. Para onde vai esse dinheiro do COB? Quanto é sugado por despesas administrativas?

“Ainda é cedo para um balanço, porque o Brasil é forte em esportes coletivos, que só rendem medalha no final; e aí a percepção de fracasso muda inteiramente para sucesso”, diz o editor-executivo André Fontenelle, nosso especialista enviado à China. “Mesmo assim, na melhor das hipóteses, ganharemos um total de 18 medalhas, e sempre nos mesmos esportes e com as mesmas figuras. Uma evolução pífia”. Para seu tamanho e dinheiro disponível, o Brasil deveria ganhar umas 30, como a Grã-Bretanha, décima colocada em Atenas.

O brasileiro é bom de briga. Dá para ver pelo judô. A primeira mulher a conquistar medalha em esporte individual para o Brasil foi a judoca Ketleyn Quadros, de 20 anos. Nasceu em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. A mãe a matriculou na natação, mas ela fugia para ver o judô. Aos 10 anos, numa redação escolar, escreveu que ganharia uma medalha. Hoje, em Belo Horizonte, Ketleyn recebe salário do Minas Tênis Clube. Para financiar sua viagem a Pequim, precisou que amigos em Ceilândia fizessem uma vaquinha. Vaquinha para uma campeã?

O desempenho do Brasil nas Olimpíadas está longe de nosso potencial humano. Na categoria de choro derramado, o Brasil já é ouro
A mídia dá cambalhotas para minimizar o constrangimento de anunciar repetidas derrotas para telespectadores insones. Ninguém agüenta mais acordar cedo para ver o Brasil perder. Na falta de medalhas, a mídia entrevista famílias com voz embargada. E vamos todos à maternidade, onde está o filho recém-nascido do Marcelinho do vôlei. Close nos olhos vermelhos de todos. A musa Ana Paula também chora com saudade do filho. E o brasileiro chora junto, porque é sentimental e adora uma novela. Na categoria de choro derramado, o Brasil já é ouro.

Quando uma americana ganha prata, ela se irrita. Quando as ginastas brasileiras ficam em oitavo e último lugar numa final, pulam de orgulho por ter sido a primeira vez. Em patriotismo de resultado, ninguém bate os chineses e os americanos. Para eles, o que interessa é o pódio. Por trás, contam com uma extraordinária estrutura oficial, não só verba. Quando o Brasil conquista medalhas, elas vêm de talentos isolados que vencem adversidades. Ou de um esporte coletivo como o vôlei, mais bem-sucedido por ter apoio de empresas.

Vão dizer que o Brasil tem outras prioridades, como saúde e educação fundamental. Mas, se vamos investir uma fortuna para tentar trazer os Jogos para o Rio de Janeiro em 2016, precisamos evoluir no quadro de medalhas. Por que acabou a obrigatoriedade de Educação Física nas escolas? País anfitrião não pode dar vexame. Não pode deixar a vitória escorrer entre as mãos e os pés.

Olimpíadas não são uma questão de sorte, embora Jade tenha dito que a ginástica é “uma caixinha de surpresas”. Olimpíadas exigem preparo, preparo, preparo. Planejamento, persistência, trabalho a longo prazo. Dinheiro chegando ao destino certo. Atletas não precisam ser heróis nem fenômenos Phelps. Bronze é bom, mas essa nossa gente bronzeada também almeja ser prata e ouro. E aí, ninguém mais segura o choro do Brasil."

30 de jun. de 2008

Clube da Esquina

"Porque se chamavam Homens.
Também se chamavam Sonhos.


E Sonhos Não Envelhecem."



22 de jun. de 2008

"Cortesia em crise", por Walcyr Carrasco

Mamãe defendia regras sólidas de educação. Em uma visita, se a dona da casa oferecesse café com bolo, não podia comer muito.

– Experimente só um pedacinho! – avisava mamãe.

Eu ficava de olho espichado para o doce enquanto a dona da casa insistia:

– Quer mais?

– Não, obrigado.

– Não gostou?

– Gostei, sim senhora!

Sentia o olhar materno faiscando. Aceitava mais um. Depois ouvia:

– Ela vai achar que você é fominha!

Havia regras excessivas. Mas hoje tenho a impressão de que boa parte das pessoas não aprendeu uma sequer. É comum estar conversando quando toca o celular da outra pessoa. Ela inicia um longo papo. Permaneço com cara de paisagem, enquanto a pessoa fala, fala, fala! Acho uma tremenda falta de gentileza.

Outra questão é a do horário em espetáculos. Muita gente acha normal atrasar. O ator Antônio Fagundes proíbe o ingresso depois das portas fechadas. Há quem fique revoltadíssimo. E quem foi pontual é obrigado a suportar o barulho do relapso entrando e procurando o lugar no escuro? Há algum tempo dei uma palestra em uma grande universidade. Durante todo o tempo os alunos entravam e saíam, batiam a porta, faziam barulho. E me desconcentraram totalmente. Pensei: "Que falta de educação! E são universitários!". Na palestra seguinte, impus duas condições: atrasados não entravam, quem saísse não voltava. Virei o "chato". Ótimo. Melhor ser chato do que mandar flores e não receber nem um telefonema de agradecimento, como sempre me acontece. Já cansei de enviar buquês, bombons, panetones e não merecer nem um alô. Sou tonto. Imaginava alguma falha na entrega. Perguntava se a pessoa havia recebido, para ouvir:

– Ah, é, obrigado.

E o inconveniente que vê duas outras conversando? Senta-se na mesa e começa:

– Lembra-se de mim?

Não pergunta se está interrompendo. Desfia a própria biografia sem pausa para respirar. Finalmente, levanta-se:

– Estou indo. Vocês estão bem, não estão? Até mais.

Parte após ter devorado o couvert!

Atores e produtores muitas vezes me encomendam peças teatrais. No início eu me entusiasmava. Agora só me sento ao computador se houver insistência. Muitos nunca mais tocam no assunto, mesmo que eu tenha trabalhado semanas em uma idéia. Já trabalhei como doido até em fim de semana para depois ouvir:

– Ainda não tive tempo de ler!

Em outras áreas, também vi vários casos de pessoas que dão o toque para um trabalho, o outro se entusiasma e às vezes não recebe nem um telefonema de volta. No cotidiano, a falta de educação é a regra: as pessoas furam fila descaradamente, deixam a porta do elevador fechar no meu nariz, não respondem a um "boa tarde" quando me sento no avião a seu lado. As boas maneiras têm sido esquecidas até no que se refere à vida financeira. Já emprestei dinheiro a amigos que não me pagam nem nunca mais fazem referência ao assunto. Fico sem jeito em falar de grana, mas acabo dando um toque tímido. E já ouvi:

– Não paguei porque você não está precisando.

Pode haver maior falta de cortesia? Não honra o compromisso e ainda dá a entender que nem tenho o direito de receber, como se eu fosse um pão-duro ávido por cada centavo? Reajo:

– Pensei que era um empréstimo, não um projeto de justiça social.

O devedor fica mal-humorado e pára de falar comigo. É o cúmulo! Não é preciso ser formal, exagerado. Mas seria bem mais agradável ter de volta um pouco da antiga cortesia, e que as pessoas redescobrissem o valor da gentileza.


e-mail: walcyr@abril.com.br

Batalha das Toninhas: a participação do Brasil na 1º Guerra Mundial - aula do prof. Carlão