20 de jun. de 2008

1994, o ano que mal começou

Aquele triunfo fez muito mal às nossas artes ludopédicas; foi ali, naquela vitória, que o Brasil inventou o dunguismo.
Por Xico Sá


AMIGO TORCEDOR, amigo secador, se 1968 não findou ainda para a história, 1994 é o ano que não acabou para o futebol brasileiro. Nunca um triunfo fez tanto mal às nossas artes ludopédicas.

Tudo bem, você vai dizer que o título veio em boa hora, que atravessávamos jejum digno da quarentena de Jesus no deserto, mas, amigo, foi ali, com heróica vitória nos pênaltis, que o Brasil inventou o dunguismo.

Daquele momento por diante, o brasileiro, pusilânime e carente como prostituta do interior na Sexta-Feira Santa, abriu mão da sua maior virtude: ganhar ou perder jogando bonito. Era uma cláusula sagrada do contrato social do escrete com o populacho. Podia faltar pão na mesa, mas o circo era garantido como se vivêssemos sob ordens do imperador Júlio César na Roma Antiga: "Ad populum panis et circensis".

Falo de contrato pescando aqui o colega Rodrigo Bueno e a sua belíssima crônica sobre o time idem da Holanda. Sim, amigo, lá, o técnico firma em cartório o dever cívico de encher os olhos do público.

Como bem disse José Mourinho, gajo que manja do babado, abrir mão do nosso jogo é, além de burrice, enterrar grande traço cultural e particularíssimo da civilização brasileira. O pior é que o dunguismo, doença infantil do teixeirismo, regime perpétuo da ex-CBD, além de jogar mais feio do que briga de foice no escuro, também não ganha mais nem do Caveirinha Futebol Clube, citando um 11 clássico formado por trabalhadores de funerárias e cemitérios da invicta e gloriosa Recife.

Não, amigo, não é pegar pesado, ou "pessado", como nas piadas em portunhol sobre os argentinos, mas que maçada esses pebolins ou totós humanos que estamos vendo.

Se isso é futebol, eu me chamo Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares, Macedonio Fernández, Washington Cucurto, para citar só gênios da escrita do país de Maradona. Na buena onda, nem sou de me irritar ou celebrar feitos canarinhos.

Sempre achei que futebol de seleção e de Copa são para amadores e para quem não aprecia, à vera, a lúdica e grandiosa literatura feita com os pés, a melhor das brincadeiras humanas. Mas o dunguismo é capaz de tirar do sério até o dalai-lama, até Maria do Socorro, minha santa madre, que só vê jogos do ex-escrete.

Certo está o Marcelo, basco-paulista-nordestino, amigo rock n" roll do ABC, que trocou o dunguismo pelo já tradicional desfile de lingeries do programa da Luciana Gimenez. Que alívio mudar de canal nessa hora. Ufa! Eu limpei a vista com a deliciosa pantaneira Juma Marruá, além de passar no "Todo Seu", do genial Ronnie Von, o príncipe.

O duro foi encontrar o Magrão na seqüência, o doutor Sócrates Brasileiro, lá no "Cartão Verde". Inevitável lembrar do fino da bola. Fiquei saudoso como um português numa gare se despedindo de um parente que vai passar apenas uma semana na Europa, como eles chamavam outrora o resto do próprio continente. Até o Vitor Birner, o nosso Ballack, colega da mesma bancada, que também prefere futebol de clube, principalmente nas cores vermelho, branca e preta, estava inconsolável.

Fica Dunga, só assim tiramos uma bela soneca em berço esplêndido e esquecemos de vez este lábaro que ostentas estrelado!

xico.folha@uol.com.br

7 de nov. de 2007

Frase da Semana

"E eu, que estava quase morrendo, pensando que era por causa da cachaça...

Era o leite!!!"

6 de nov. de 2007

Campeões da babaquice

por Sergio Xavier Filho, publicado no Debate Blog da Placar

Demorei para achar o melhor título para esse post. Campeões da babaquice é uma expressão forte, ainda mais quando se está falando de uma instituição exemplar do futebol brasileiro. Pois é, mas o São Paulo merece. O clube mais vitorioso dos últimos anos não precisava adotar tão ridículo comportamento. Ao se proclamar o único pentacampeão brasileiro, o São Paulo venceu com sobras o campeonato nacional da babaquice. Logo o tricolor paulista, clube mais organizado do país.

Para quem não sabe ou não era nascido, reconto rapidamente a história. Em 1987, o futebol brasileiro se rebelou contra a CBF e organizou o próprio Brasileiro, a Copa União. Eram 16 clubes, e foi uma tremenda competição, com a maior média de público da história. Ganhou o Flamengo, o vice foi o Internacional e a CBF não reconheceu o título por causa de um quiprocó que nem vale a pena relembrar.

Com o caneco de 1987, o Flamengo empilhou cinco títulos. É, portanto, tão penta quanto o São Paulo. O curioso dessa história é que o São Paulo presidia na época o Clube dos 13, na pessoa de Carlos Miguel Aidar. O São Paulo organizou a competição que, agora, por oportunismo e ausência de caráter, não quer reconhecer. Como diz Juca Kfouri, diretor da Placar em 1987, é até razoável que o Sport se sinta lesado (o clube pernambucano foi excluído do Clube dos 13 e foi o campeão declarado pela CBF). Quem não tem esse direito é o São Paulo, logo o São Paulo, que inventou a Copa União. Pois o São Paulo aprovou a camisa vendida pela Reebok com os dizeres "Único pentacampeão brasileiro". Que vergonha, São Paulo. Que papelão, Juvenal Juvêncio. Que mico, Marco Aurélio Cunha. Cada explicação furada... Essa babaquice em nada modifica os feitos do São Paulo, os cinco títulos já conquistados com talento e garra. Parabéns, torcedor, pelo brilhante pentacampeonato. Os parabéns, contudo, não vão para a diretoria do clube.

Vivo, não quero mais seus SMSs! Opção de opt-out JÁ!


Como faço para se tornar opt-out e não receber mais spams (aliás, SMSs, da Vivo)?

Ser minha operadora de celular não lhe dá direito a a enviar, pelo menos, uma mensagem por dia, com mensagens tão esdrúxulas quanto "COMPROVADO. A Vivo tem os planos pós-pagos mais econômicos do mercado. Acesse o site e confira www.vivo.com.br".

Caraca... eu já SOU CLIENTE, porque raios de mandar spams via sms, ainda mais com esse tipo de mensagem absurdamente fora de contexto?

E o pior é que tentei responder a mensagem, escrevendo "me tirem dessa lista lista de spam", mas a mensagem não vai, o número ""80001" não existe.

Vivo, não quero mais seus SMSs!
Como faço para que isso aconteça?

Você é um apaixonado por Metrô?


Particularmente, sou ;-).

Descobri ontem esse sitezinho, enviado pelo amigo Rafa Barbosa, que fala um monte de coisa sobre essa carismática forma de transporte público.

Você pode conferir os logotipos dos metrôs ao redor do mundo, monumentos famosos visto de dentro do vagão, fotos, papéis de parede e muito mais.

Clique aqui e divirta-se!

29 de out. de 2007

Torcer faz bem aos cambistas

Direto do blog do Juca Kfouri => http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

"Juca, estou mandando esse e-mail porque fiquei indignado com o que me ocorreu hoje e não sei o que fazer.

Só sei que preciso compartilhar minha indignação com mais alguém.

Fui ali no Carrefour da Marginal Pinheiros trocar as bolachas por ingressos do jogo do Timão contra o Atlético.

Cheguei lá e perguntei pra promotora da Nestlê, infelizmente ela não me deu o nome, se ainda tinha ingressos.

Ela disse que só tinha para o tobogã e que a Zona Sul inteira só tinha tobogã pra trocar e que poderia pegar no máximo 4 ingressos.

Fiquei meio indignado por não haver arquibancada e resolvi comprar as bolchas mesmo assim.

Entrei no Carrefour, comprei 12 bolachas e lá fui eu trocar.

Quando cheguei lá, vi um rapaz doando "apenas" 4 bolachas e recebendo um bolinho de ingressos, muito mais que os 4 que ele deveria pegar. Ainda notei que eram de arquibanca principal, pois consegui ler o ingresso na mão do cara.

Fiquei indignado e falei que eu queria 4 arquibancadas pois sabia que estavam escondidas ali.

Ela fez uma cara de assustada e me deu as arquibancadas.

Fiquei indignado com a atitude dela, pois se eu não tivesse visto ia pegar outros ingressos só por causa da safadeza dela.

Obrigado pela atenção e pelo ótimo blog."

Fernando de Almeida Tomac, que autoriza a publicação de seu protesto.

"No caminho com Maiakovsky", por Eduardo Alves da Costa

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E nao dizemos nada.

Na segunda noite, já nao se escondem,
pisam as flores, matam nosso cao.
E nao dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque nao dissemos nada,
já nao podemos dizer nada.

Obrigado, galera do Estádio 97!


Galera do Estádio 97, boa tarde!

Faço questão de mandar este e-mail agradecer a oportunidade que vcs deram para a galera de assistir o programa no auditório, e eu fui um dos felizardos. Sou o cara que estava com a camisa do Santos azul listrada.

Ter visto o programa ao vivo foi algo sensacional, ainda mais por eu ter tido a oportunidade de participar; o próximo passo é tentar ser estranho no ninho, claro!

Ouço vcs desde Agosto de 99, e credito o sucesso do programa totalmente aos seus componentes, ou seja, todos vcs.

É um fato: o Estádio 97 não tem os melhores comentáristas, não tem os caras que mais entendem de futebol, não tem o ambiente mais saudável pra uma discussão. Ainda bem!

O grande charme, o carisma do Estádio é ser essa "zona" saudável que vcs fazem todos os dias. São as palhaçadas. É a amizade clara que vcs tem entre si. É o clima de fuzarca, mas num bom tom, no tom da brincadeira, da amizade. Assim como bater uma pelada com os amigos.

O segredo de vcs é um só, mas é algo extremamente difícil se conquistar: autenticidade. E isso (sempre foi claro, mas nessa sexta pude ver o quanto), vcs tem de sobra.


Cambada, continuem fazendo a zona de vcs. Nós, aqui, do outro lado, continuaremos rindo todas as tardes/noites, achando grança das bobagens que nossos amigos da 97 falam.

Grande abraço a todos vcs e desejo cada vez mais de sucesso.

Formatura CMM 1º turma

Fábio, Marcelo, Cris, MaFê e Ricardo
Pessoas sensacionais que, com certeza, têm um futuro brilhante pela frente.
Mostra pra eles, galera!

25 de out. de 2007

Mensagem para Formatura – CMM IBMEC 2007

Prof. José Valério Macucci - IBMEC SP

Srs. pais, parentes e amigos, prezados professores e colegas do IBMEC SP, srs.
Membros da mesa diretora, meus caríssimos alunos e alunas,

Primeiramente, quero agradecer a honra do convite para compartilhar este momento solene e único que, sem dúvida, representa para todos uma enorme conquista que acredito será fundamental em sua vida, tanto pessoal quanto profissional.

Como sabem, dediquei grande parte de minha vida profissional trabalhando em grandes corporações e fiz carreira na área de Gestão de Pessoas e tive a oportunidade de orientar muitos jovens... e uma pergunta que sempre surgia era: o que eu tenho que fazer na minha carreira? Como eu tenho que ser? E com o passar destes anos e agora com a experiência acadêmica, me parecem que há cinco fatores fundamentais para o sucesso de quem inicia sua vida profissional como gestor de empresas:

Energia Positiva - É a determinação de quem busca realizar, fazer acontecer e o faz sempre de uma forma positiva e incentivadora, seja em bons ou maus momentos;

Conhecimento Técnico - seja muito bom naquilo que você decidir fazer, se possível seja o melhor. Lembre-se, competência é aquilo no qual você é muito bom, as pessoas reconhecem e falam para as demais;

Espírito de equipe - lidar bem com pessoas e equipes será fundamental... quase tudo que tenham que fazer como administradores vocês terão que fazê-lo com ou por meio das pessoas. Desenvolva um sincero respeito pelas pessoas, sejam elas pares, funcionários, parceiros ou clientes;

Aprender sempre - é a inquietude natural de quem sempre está buscando conhecer, entender e lidar com o novo, com o inusitado...aprender a aprender sempre;

Atuação ética - a sua integridade e sua honestidade valem muito mais do que qualquer dinheiro... faça a diferença.

Estes cinco pontos me pareceram uma contribuição para meus caros alunos e alunas e colegas na gestão profissional de empresas, pessoas, países e comunidades...

E para vocês que continuam na sua jornada corporativa, procurem observar estes cinco pontos... e como disse o poeta " toda boa realidade um dia foi um sonho...um sonho de alguém que ousou e teve a coragem de realizá-lo"

Vão, ousem, aprendam, realizem e sejam pessoas e profissionais exemplares... vocês podem fazer a diferença.

Desejo a todos vocês muito sucesso.

Grande abraço a todos.

Prof. José Valério Macucci - IBMEC SP