17 de set. de 2008

Perguntar não ofende (parte 4)

A tão propalada e polêmica camisa roxa do Corinthians é, na verdade, azul? Ou tenho que trocar as lentes do meu óculos?

16 de set. de 2008

Mais um da série "textos que eu gostaria de ter escrito" - parte 2


Pink Floyd - The Dark Side Of The Moon (1973)
http://www.fotolog.com/felipecotta/26407752

Por Felipe Cotta




"Trinta e cinco anos após ser lançado e ter revolucionado o mundo do rock – e as cabeças de milhões e milhões de pessoas até hoje -, o disco “The Dark Side Of The Moon” continua sendo um ícone, um símbolo máximo da música popular e da discografia do Pink Floyd, um divisor de águas das técnicas de gravação e – principalmente – uma obra de arte que continua instigando, provocando e emocionando as pessoas.

Até hoje, o disco já vendeu aproximadamente 40 milhões de cópias no mundo inteiro e detém o recorde de álbum a permanecer mais tempo na lista dos 100 mais vendidos no ranking da Billboard. Durante exatas 742 semanas – ou CATORZE anos!! – o álbum do Pink Floyd ficou nesta lista. Outro dado curioso: estima-se que 1 em cada 14 pessoas abaixo de 50 anos, nos EUA, tem uma cópia do disco.

O que faz de Dark Side Of The Moon um disco tão simbólico e tão cativante? Por que as pessoas se identificam tanto com suas mensagens?

Por um lado, a própria estética sonora das músicas - com sintetizadores e efeitos sonoros inéditos até então, com intervenções de elementos não-musicais curiosos (máquinas registradoras, turbinas de avião, relógios, diálogos, risadas) e a sensação de estar ouvindo um disco do futuro - já eram fascinantes.
Por outro lado, toda essa parafernalha sonora era ilustrada por uma capa e um encarte cheios de enigmas visuais, numa poesia imagética que não era vista desde Sgt Pepper´s.

A capa – famosíssima e uma das mais aclamadas de todos os tempos – trazia um prisma desmembrando um raio de luz em sete cores, representando os diversos temas abordados no álbum: vida, morte, loucura, desejo, solidão, dinheiro, etc, e como tudo pode tomar um rumo diferente dependendo das escolhas que fazemos (any colour you like??).
O encarte mostrava uma imagem psicodélica das pirâmides do Egito, um monumento à ambição e à mania de grandeza do ser humano, tema que também é questionado em “Money”.

Entretanto, acima disto tudo era também provocativa a própria temática do disco. O álbum é um retrato moderno do homem, da nossa passagem pela a vida, do dia-a-dia de todos nós, de como as pressões e as maneiras com que lidamos com elas podem nos levar à loucura, ou à morte, ao “lado escuro da lua”. Algo que está lá, que existe, mas a gente nunca vê.

O coração que começa a bater é o começo do disco. E o começo da vida. E assim como somos estimulados pelo médico logo que chegamos ao mundo, Roger Waters abre a obra-prima do Pink Floyd com o primeiro comando e ação que aprendemos na vida: “Breathe”.

Ele deflagra, em versos angelicalmente cantados (e palmas para David Gilmour, que aqui também virou um mestre dos backing vocals), como se um anjo da guarda viesse te dar as primeiras instruções da vida, desde a necessidade que temos de trabalhar e construir um futuro – “run, rabbit run, dig that hole and forget the sun, when at last the work is done don´t sit down, it´s time to dig another one” – até os momentos em que temos que esquecer do mundo para enxergar nossa própria felicidade – “don´t be afraid to care”.

E a vida continua, na correria – “On The Run” – que enfrentamos diariamente, simbolizada por passos correndo, por aviões voando, por ruídos ininteligíveis produzidos por um sintetizador. Um som tão artificial quanto nossa vida em muitos momentos de correria.

Os despertadores de Time nos alertam para o tempo que aproveitamos ou desperdiçamos. E assim, cada aspecto do ser humano é retratado: a agonia, o medo e as dúvidas sobre a morte em “Great Gig in the Sky”, a ganância e o desejo cego de poder em “Money”, o racismo, a dificuldade de aceitarmos uns aos outros e a sarcástica conclusão de que somos iguais em “Us and Them”, até a loucura e a insanidade em “Brain Damage”, que podem nos levar à morte, seja ela biológica ou social – “Eclipse”. E assim, o álbum acaba com o coração batendo novamente, distanciando até morrer. É o fim de mais um ciclo, de mais uma vida.

Tudo isso exposto com a narrativa fantástica e a sutileza melódica e instrumental do Pink Floyd, construindo um álbum conceitual impecável, com suas emendas e efeitos nos lugares certos, com paisagens sonoras e vozes magnéticas, com a simplicidade que torna genuína a emoção intrínseca em cada faixa.

“Dark Side Of The Moon” se tornou atemporal justamente por ser tão focado. O conceito é claro, a temática é complexa mas muito bem explorada, e todo mundo se enxerga em algum ponto da discussão. É um grande espelho de todos nós, com nossos medos, anseios, alegrias, desejos e até nossos mais maléficos pensamentos.

Hoje, 35 anos depois de ter abalado as estruturas do planeta, o disco se mantém atual, se mantém excitante, se mantém desafiador. É a obra mais concisa do Pink Floyd, é um dos momentos mais criativos da carreira da banda, é um marco na história. Influência de gerações que vieram, que estão e que virão.

I´ll see you on the dark side of the moon."

15 de set. de 2008

Richard Wright: homenagem póstuma a um cara que mudou minha vida


Eu tinha 15 anos, estava no primeiro colegial. Em mais um aniversário, ganhei um daqueles famosos vale-presente, um "cheque-disco". Convidei o Glaucus e lá fomos nós ao Gonzaga, escolher um novo cdzinho para a minha ainda parca e de baixa qualidade coleção de discos.

Vale aqui um adendo: nessa época, eu tinha um gosto musical muito ruim, pouco desenvolvido, com exceção de Raul Seixas, Paralamas, Legião e Beatles. De resto, eu ouvia Jovem Pan mesmo, esses "poperôs" que tocam em qualquer rádio mequetrefe.

Bem, chegamos lá eu e o Glaucus e começamos a fuçar os CDs. Depois de algum tempo, algumas dúvidas (certamente, deviam ser um CDs bem ruins), quando o Glaucus pegou um disco de capa preta, com um prisma. "Cara, esse aqui é o Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Compra que é fudido, eu garanto."

Pink Floyd? Dark Side? Nunca tinha visto mais gordo... e, ainda por cima, com um gosto musical ainda imaturo, o preconceito com o Pink Floyd era total. Imaginava algo meio extraterreno, meio viajante... não curtia, não queria. No entanto, por insistência do Glaucus (graças a Deus), levei o tal disco.

Cheguei em casa e o pus no som. Começa o disco. Cadê a música? Passam 10 segundos, 20, 30... caraca, que troço é esse? De repente, mais de um minuto depois, um grito e a coisa começa a rolar. Em seguida, On The Run, com aquele ritmo doentio e, por fim, os relógios de Time. Fiquei traumatizado, tirei o CD da hora, desencanei. "Que bizarrice", pensei. Abandonei-o na estante.

Algumas semanas depois, vem o Glaucus me pergunta "e aí, e o disco"? "Muito bizarro, desisti". Ele insistiu pela segunda vez (graças a Deus, novamente): "tenta de novo, pô! Dá mais uma chance".

Resolvi abraçar a coisa e fui tentar ouvir de novo. Ouvi, inteirinho. Ainda achei muito bizarro, mas um pouco menos. Tentei de novo. Passei a gostar um pouquinho mais. Ouvi de novo. Depois de novo. E de novo.

Quando fui ver, sem perceber, comecei a descobrir as perolazinhas do disco. Aqueles barulhos bizarros e solos esquisitos começaram a se mostrar elementos criativos, beleza, enfim... inacreditavelmente, o Glaucus estava certo. Dei tempo ao tempo, e comecei a descobrir um a nova forma de música, o tal do Rock Progressivo.

Fiquei louco, impressionado, apaxionado. Nunca pensei que uma música, um disco, poderiam me deixar tão transtornado e desorientado (positivamente). O mais legal é que viciei no disco totalmente e, de tempos em tempos, minha música preferida mudava. Todas as músicas do disco, inclusive Any Colour You Like, já foram a música preferida da minha vida um dia.

No entanto, para todo e sempre, depois de milhões de audições do disco, uma das músicas preferidas da minha vida foi composta pelo senhor que morreu hoje, Richard William Wright, ou apenas Rick Wright. Essa música chama The Great Gig in the Sky, quarta faixa do disco, que é composta basicamente de um piano e uma gritaria. A gritaria mais bonita e arrepiante de todos os tempos.

O Pink Floyd, banda da qual Wright fazia parte, mudou minha vida não só no espectro musical. Certamente, esse foi um primeiro passo para abrir a minha cabeça para muitas coisas, como arte, cultura, visão do mundo em geral. E, até hoje, me assusta o fato de um disco, simplesmente um "mero" disco, ser uma obra tão importante não só na minha vida, mas na de muita gente: são 44 milhões de cópias vendidas desde 1973. Quer conhecer melhor por que esse disco é tão importante para a história da música mundial? Leia a brilhante resenha de Felipe Cotta.

E hoje, dia 15 de setembro de 2008, Wright nos deixa.

Tinha 15 anos, era apenas um garoto em Santos no primeiro colegial. Hoje, o Thiago Reimão de 26 faz uma reverência a um cara que criou uma obra marcante e eterna: "Wright, vc cumpriu sua missão na Terra com brilhantismo. Você mudou minha vida para sempre. Como diria a voz no início de The Great Gig, "And I am not afraid of dying. Any time will do; I don't mind. Why should I be Afraid of dying? There's no reason for it—you've gotta go sometime."

Obrigado e descanse em paz."

13 de set. de 2008

CQC: à serviço da corrosão da imagem do país


Sábado a noite, começa a passar a reprise do CQC da semana. "Finalmente, vou poder assistir ao programa", penso eu, já que nunca consigo às segundas.

O meu interesse no programa é justificado pelo grande burburinho e atenção da mídia em stand up comedy e humoristas desse mercado, como o tal do Rafinha Bastos, que já pode ser visto fazendo propaganda de mais 47389 produtos, na TV e na internet.

Pois bem, começa o programa e é mostrado o Festival de Cinema de Vezena. Para começar, aquela palhaçada de sempre de invadir festivais, usando credenciais ilegais ou qualquer outra artimanha que o "jeitinho brasileiro" pode inventar. Enfim, nada original, engraçado ou interessante.

Começa a entrevista coletiva com a Charlize Theron, e vem a pergunta do reporter do CQC: "Charlize, meu nome é fulano, sou do Brasil, do programa Custe o que custar. Gostaria de me casar com você e, para tal, queria saber: de qual lado da cama você prefere dormir?".

A partir daí, começa um pequeno "bate-boca" entre a atriz e o repórter, absolutamente desnecessário e sem graça, para nao dizer constrangedor, tanto com quem estava presente no momento quanto para os telespectadores como eu.

Me pergunto: o CQC não era para ser engraçado? Não era um humor inteligente? Uma afronta ao Pânico? Honestamente, o que eu vi foi um quadro absolutamente desagradável, burro e que enraiza e propaga ainda mais o conceito ruim que o pessoal lá fora tem do brasileiro. Se fosse uma sacada boa, ainda vá lá, mas não: o infeliz repórter do CQC apenas criou tumulto, se passou por bobo e enfatizou ainda mais a péssima imagem que os brasileiros possuem no exterior.

Quem gosta do programa, certamente acha isso normal, pensa que é o caminho certo pra crescermos como nação: passando uma imagem de povo "engraçado", "animado" e "metido a esperto". Depois, esses mesmo ficam bravos quando países como a Espanha barram brasileiros.

Certo os espanhóis. Somos uns babacas, pois é justamente isso que divulgamos para o mundo.

Folha SP: "Milton revê parceiros do jazz em Ouro Preto"

Cantor é homenageado em show com participação de Wayne Shorter e Ron Carter
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1309200825.htm

"Devo muito de minha carreira lá fora a esse pessoal do jazz", afirma músico, lembrado no encerramento do festival na cidade mineira

CARLOS CALADO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A praça Tiradentes, em Ouro Preto (MG), prepara-se para receber uma multidão neste domingo. O festival Tudo É Jazz encerra a sua 7ª edição com uma homenagem especial a Milton Nascimento: promove o reencontro do cantor com o saxofonista Wayne Shorter e o baixista Ron Carter, parceiros em vários de seus discos.
"Não poderiam ter feito uma homenagem melhor para mim", diz Milton à Folha, lembrando que não se reúne com esses norte-americanos (integrantes do lendário quinteto que o trompetista Miles Davis liderou nos anos 60) desde a gravação de seu álbum "Angelus", em 1993.
"Devo muito de minha carreira lá fora a esse pessoal do jazz", reconhece o brasileiro, que viu o seu nome crescer rapidamente na cena internacional depois de participar do álbum "Native Dancer", que Shorter lançou em 1975. Além de cantar em várias faixas, Milton compôs cinco canções do álbum, incluindo os sucessos "Ponta de Areia" e "Milagre dos Peixes".
Milton conta que precisou insistir com o saxofonista para que sua participação não fosse maior ainda. "O Wayne me lançou no mundo, é um cara maravilhoso. Tive que dizer que o disco não era meu, porque ele queria que a minha voz estivesse em todas as faixas", recorda.
Por essas e outras, Milton prepara uma surpresa para Shorter. No meio de seu show de amanhã, vai chamar o pianista Pedro Bernardo, 16, seu afilhado, para tocar a instrumental "Ana Maria", composição do jazzista que faz parte do álbum "Native Dancer".
Milton lembra que conheceu Shorter no início dos anos 70, quando este e sua banda Weather Report fizeram shows no Rio. O cantor, que também estava em temporada com os parceiros do Clube da Esquina, no Teatro Fonte da Saudade, se assustou ao saber que os norte-americanos estavam na platéia.
"Nas noites seguintes eles encurtaram o show e corriam para pegar o final do nosso. No último dia, Wayne chegou perto de mim e perguntou se eu gostaria de fazer um disco com ele", relembra Milton, que ainda esperou cerca de dois anos até que a gravação estivesse concretizada.
A homenagem de amanhã a Milton Nascimento, que acontece a partir das 17h, inclui também um concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, com direção musical do maestro Túlio Mourão e arranjos a cargo de Wagner Tiso, Nelson Ayres e Gil Jardim.

Nova Orleans
Na programação de hoje, o Tudo é Jazz exibe várias atrações de Nova Orleans. No palco Largo do Rosário, com entrada franca, apresentam-se o saxofonista Donald Harrison, a cantora Charmaine Neville e as bandas Free Agents e Creole Zydeco Farmers.
Já no palco principal (o Salão Diamantina), o programa destaca o trompetista Nicholas Payton (também de Nova Orleans), além da cantora Karrin Allyson, do baixista Christian McBride e do pianista cubano Omar Sosa. Outras informações sobre os shows no site www.tudoejazz.com.br
O público de São Paulo também poderá apreciar duas das atrações do festival, na próxima semana. Karrin Allyson, que acaba de lançar um CD dedicado à música brasileira, se apresenta na terça, dia 16, no Bourbon Street. Omar Sosa e seu grupo Afreecanos Quartet tocam na quarta, dia 17, no Sesc Pompéia.

10 de set. de 2008

Cesar Cielo e a (in)capacitada imprensa brasileira

Antes do meu texto propriamente dito, leia o trecho abaixo, colhido do site UOL no dia 08/09/2008:

"As longas horas nos estúdios de TV também cansaram o nadador. "Ah grava uma vez, daí volta, faz de novo, isso tudo é bem exaustivo, fora o tempo de espera até iniciar o programa. Nisso, vai o dia todo", contou o atleta, inexperiente, que até relevou perguntas dos desinformados sobre natação. "Me perguntaram se o Phelps me põe medo nos 400 m medley, prova que eu nunca nadei na vida. Aí eu eu disse que sim, e veio aquela cara de espanto do repórter. Até a Joanna Maranhão ganha de mim nos 400 m medley", se diverte o nadador. "Ah e tem a pergunta da virada, que é boa também. Perguntaram se eu melhorei a virada dos 50 m", diz, em menção à prova em que levou o ouro olímpico e tem apenas uma passagem pela piscina, sem viradas.""

Recebi esse texto do amigo Gavroche Fukuma, jornalista inteligente e altamente capacitado, tendo em seu currículo trabalhos na redação do Estado de SP, na editoria de Esportes. Certamente, leitor, o texto lhe provocou risos, mas a realidade é que o buraco é muito mais embaixo: a imprensa (no caso, vamos nos ater à esportiva) é absolutamente despreparada, inclusive para cobrir o maior esporte nacional, o futebol.

Começamos pelo representante-mór de nossa imprensa esportiva: Galvão Bueno. Locutor há 584 anos, ele é o porta-voz oficial dessa massa chamada Brasil: durante as transmissões, ele incentiva, consola, cobra, tripudia os adversários, enfim, ele conta a sua própria história e assume como verdade o que ele está vendo; ou seja, faz tudo, menos narrar.

Passando para outros esportes, aí o bicho pega mesmo, como a supracitada natação do Cielo. A quantidade de comentáristas"especilistas" contratados para as olimpíadas era vista em todos os esportes, com exceção feita ao futebol. Esportistas não-jornalistas geram comentários bacanas, mas também imprecisos e passionais. Afinal de contas, ali ninguém estudou para exercer essa profissão de forma "free-lancer", e contam apenas com a experiência adquirida empiricamente e o bom senso. O fato é que não dá para condená-los mas, certamente, essa não é a melhor alternativa.

Fazendo um exercício rápido, vem a minha mente uns 200 especialistas em futebol: Rizek, PVC, Birner, Milton Neves, a galera do Estádio 97... ou seja, tem uma cambada, de todas as áreas e cantos cobrindo futebol... mas ESPORTE mesmo, ninguém manja. Um Renato Maurício Prado tb manja de vôlei aqui, um Juca Kfouri manja tb de basquete ali...

Basicamente, ser o tal do "País do Futebol" acaba distorcendo nossa impressa, que vai em massa nessa direção. Na hora de cobrir outros esportes, ela escorrega, e feio. Consequentemente, ela é a última que pode cobrar um melhor desempenho do Brasil nas olimpíadas, já que nem sabem o que estão lá cobrindo. No entanto, quanto a nós, leitores, consumidores de informação, cabe sim cobraça a esses (na maioria) péssimos profissionais esportivos.

Perguntar não ofende (parte 3)

Por que o Brasil vai tão melhor nas Paraolímpiadas do que nas Olimpiadas?