30 de mar de 2009

Precisamos da Religião em Nossas Vidas?

Por Luciano Baience Novo


Religião. O que é isto? Acredito que a reposta é uma miríade de outras perguntas. Para quê serve? Qual é a sua? Enfim, perguntas e mais perguntas. Seríamos nós figuras tão perdidas num mundo de perdições que qualquer coisa que nos direcione a algum lugar se torna um dogma? De novo, mais perguntas surgem. Ainda sem resposta. É fato que o caminho da vida é árduo, e se torna mais fácil quando algo nos guia. O mundo ocidental conheceu o cristianismo há 2000 anos, e desde então segue seus preceitos de amor, fraternidade, justiça e perdão. Entretanto, há 2000 anos não cumprimos os tão falados preceitos. Guerras, pestes, ódio, injustiça, etc. Pense em algo ruim e isto virá à sua cabeça: A sociedade não é cristã! Ora, e por que então pregamos isso uns aos outros? Ninguém sabe ao certo, mas nossa natureza diz tudo. Nos corrompemos quando nos tornamos distintos, ou seja, estratificamos nossas posições na sociedade. Eu sou superior a você, pois minha reserva de capital (leiam o conceito) é maior que a sua. Sou um potencial líder, alguém que você deve forçosamente respeitar e olhar de baixo, como ser inferior que você é. A partir daí, a sociedade se perdeu.

A igualdade não existe porque não somos iguais. Pregar isto é o mesmo que pedir a primatas que raciocinem antes de comer as próprias fezes. Seria a religião uma perda de tempo? Com base neste argumento, sim. Qualquer indivíduo pode direcionar sua vida sem o auxílio de nada ou ninguém. Todos nascem com o conceito de certo e errado, bem ou mal, amor ou ódio. Está incutido em nosso cérebro, como um firmware a uma máquina processada. Os ensinamentos de Cristo, nada mais são do que a repetição, quiçá a homologação, daquilo que já nascemos sabendo, mas não praticamos pela pura falta de respeito com nosso semelhante.

Se você precisa ir à igreja, ao templo, à congregação para lembrar disso, pode apostar que você é tudo aquilo que sua própria religião repudia. Um pecadorzinho de merda, um pequeno e insignificante humanozinho que pensa que Deus existe à sua imagem e semelhança. Desconhece o mundo que o cerca e sua virtudes. Reconhece na religião a sua salvação, pois já está perdido num mar de ignorância infinita, e acredita, em vão, que uma força superior o fará encontrar o caminho, quando, na verdade, ele já vem descrito em sua mente pela magnífica mãe-natureza - esta sim, digna de adoração -.


(Luciano, 28 anos, é Economista, pequene empresário e ama a cidade de Santos assim como seu São Paulo FC. É churrasqueiro e escritor nas horas vagas.)