28 de set de 2008

Nautico x Palmeiras nos Aflitos... e maior torcida é a do Palmeiras? A Toda Poderosa Globo mascara a realidade



Mais um domingo à tarde com futebol na Globo. Mais um domingo, invariavelmente, de São Paulo ou Palmeiras contra "alguém".

Como estou na cidade de São Paulo, o jogo transmtido não pode estar acontecendo na capital, não pode ser da mesma praça. Vejo Náutico x Palmeiras, nos Aflitos, em Recife.

Como sempre, estádio absolutamente lotado, como é tradição da torcida do Timbu, mesmo com o time em má situação. São mais ou menos 20.000 "Fanáuticos" (nome da sua principal torcida organizada) contra cerca de 500 palmeirenses. Mas, engraçado: como é que então só dá a torcida do Palmeiras gritando e cantado? A torcida do Náutico não se manifesta, por acaso?

Pois é, meu amigo: essa é a mais nova malandragem da Toda-Poderosa Globo: incrivelmente, seja São Paulo ou Palmeiras, jogando em Recife, Natal ou Porto Alegre, jogando em estádios lotados de fanáticos torcedores adversários, só dá a torcida paulistana! Sejam 800 contra 80.000. Como isso é possível? Nunca percebeu isso?

Repare, no próximo jogo de quarta ou de domingo: sempre, os gritos e cantos da torcida paulistana é o que predomina. Sempre. Certamente, a Globo coloca algum microfone sensacional pertinho da torcida visitante e "emudece"(não manjo nada de rádio, tv e audio) o resto do estádio. Afinal de contas, você, inteligente leitor, convenha comigo: no caso desse jogo, não é possível que, O TEMPO TODO, os 500 palmeirenses gritem mais e mais alto do que os 20.000 fanáuticos, que possuem bandinha e o escambau), não é mesmo?

Que vergonha, Toda-Poderosa Globo: não bastasse mudar as datas da segunda divisão, para satisfazer a torcida do Corinthians, você ainda tem coragem de ludibriar o torcedor mais desatento, tentando iludir o telespectador de que a torcida do time dele é a mais representativa no estádio (mesmo isso sendo absolutamente impossível).

Graças a Deus seu monopólio está acabando: Copa do Brasil na ESPN em 2009, Olimpíadas na Record de 2012... toma na cabeça, Toda-Poderosa.

Continuemos monitorando os veículos anti-éticos.

26 de set de 2008

Alice



Milena está feliz da vida: vai se casar com um rapaz de british accent e vão morar em London. Fábio também se casará.

Aline está feliz da vida: não mais acorda à noite para ver o sol raiar e vida de gente levar.

José nos leva para mais perto do céu, da noite e dos sonhos.

Rafael e Fernanda estão felizes da vida: curtem o frescor da cumplicidade e carinho de uma relação.

Cabral (retificando: Daniel) cala e observa. Gavroche registra.

Thiago e Uribe brigam pelo som. Nicolás briga consigo mesmo.

Fernandas vêem e são vistas. Fernando cresce e aparece.

O lugar é lindo. O odor é de suor, perfume e alcóol. As pessoas riem, bebem e se divertem, como se a noite não tivesse fim.


Quanto a mim?

Relembro quando era Alice, nos idos de 1999. Era um garoto.

Hoje sou Reimão.

24 de set de 2008

Falsário defendendo a Lingua Portuguesa (parte 1)

AO ENCONTRO DE x DE ENCONTRO A
http://portuguesnarede.blogspot.com/2007/10/ao-encontro-de-x-de-encontro.html

AO ENCONTRO DE significa "a favor de", “em direção a”.
Exs.: "Com essas medidas saneadoras, o governo vai ao encontro da sociedade"; "O objetivo do Diretório olindense é proporcionar ao eleitor uma alternativa que vá ao encontro dos anseios do povo"; “Andrade cobrou escanteio da esquerda, e a bola foi ao encontro de Carlinhos Bala, que, embaixo da barra, estufou a rede”.

DE ENCONTRO A significa “no sentido oposto a” e indica choque, discordância.
Exs.:"A escolha do filho foi de encontro às aspirações do pai"; "A decisão irrefletida do diretor-presidente foi de encontro ao pensamento racional dos demais diretores".

Qual gol marcou a sua vida?

Copiando um post que o Mestre Daniel Piza colocou em seu blog, repasso essa pergunta para vcs, leitores deste humilde e despretensioso blog: qual o gol que marcou a sua vida?

A minha resposta: Léo, 3º gol contra o Corínthians, naquele 3x2 da final do BR em 15 de Dezembro de 2002. Um dia inesquecível.

E o SEU gol inesquecível? Conta aí!

23 de set de 2008

Boletim Musical nº 01

Caso alguém se interesse, aqui vão os sons que andam pirando minha cabeça últimamente.

Em primeiro lugar, me dei conta de que, sim, como já dizia o Mestre Fábio Nutzler: o Muse é a maior banda do mundo hoje. Comprei o ingresso pro show meio ressabiado, pois já tinha ouvido o Absolution e o Black Holes & Revelations e não gostado muito de nenhum... achava um rock pesado demais, com um "quê" de gótico que não curto. Enfim, o show foi bacana, valeu a pena mas, a virada ocorreu mesmo quando comprei o Black Holes & Revelations: depois de algumas ouvidas in a row, finalmente Supermassive Black Hole, Starlight e, principalmente, Knights of Cydonia, fizeram sentido. Essa última então é um hino, uma aula de rock. Absolutamente imponente e empolgante.

Em segundo, temos o Wilco, com seu belíssimo Sky Blue Sky. Depois de recomendações do amigo Diego Maza, com frases como "gostaria de nunca ter ouvido Wilco, para ter o gostinho de ouví-los de novo pela primeira vez", fui atrás. De fato, o Sky Blue Sky é um discaço: um rock calmo, gostoso de se ouvir. Gostei muitíssimo de Either Way, Either Way e Walken.

O próximo não é novidade pra ninguém: o que devemos é registrar a maturidade, criatividade, beleza e sensibilidade das músicas dos mineiros do Pato Fu. Outro dia, ouvi uma sequência fudida, com Canção Para Viver Mais, Ninguém, 171, 30.000 Pés, e me dei conta de quanto o Pato Fu é excelente, mas não recebe esse reconhecimento. Desafio qualquer um a citar uma banda de rock nacional na ativa ainda hoje que mantenha um nível de produção tão bom e tenha no currículo albuns e canções boas.

Uma dica um pouco mais alternativa é a trilha sonora do filme Crash, de 2005. Além do filme ser um Top 10 na minha lista de todos os tempos, a trilha sonora é de chorar. Lembra das cenas em que o Matt Damon salva a mulher do carro em chamas, e do fim do filme, que mostra todos os personagens, um a um? Lembra de quais eram as músicas? Pois é, meu amigo: baixe essa trilha sonora agora, vc não se arrependerá. As músicas arrepiam até o fundo da alma.


Por último, mas não menos brilhante, sugiro a compra de um verdadeiro milestone na história do Jazz: A Love Supreme, de John Coltrane. Como diz no encarte, esse disco é um "presente de Coltrane para Deus"; já a resenha no Allmusic começa com "Easily one of the most important records ever made". Tudo o que neste Boletim recomendo fortíssimamente. No entanto, A Love Supreme é absolutamente obrigatório.

Na próxima edição do Boletim Musical, comentários sobre os novos Oasis, Verve e Marcelo Camelo.

Dúvidas, críticas e sugestões de discos e músicas são bem-vindas! Use o espaço abaixo para comentários, ele é seu ;-).

Isso é o que podemos chamar de Rich Media

Divirta-se!

http://br.youtube.com/experiencewii

21 de set de 2008

Perguntar não ofende (parte 6)


O Fabão chegou no Santos em janeiro, ficou se recuperando de contusão no Cepraf até abril, estreiou em maio, fez somente uma meia dúzia de jogos, tendo uma atuação absolutamente medíocre, pífia, em todos eles, e acabou indo para o banco de reservas. Jogou ontem contra o Goiás pq o Domingos estava suspenso. Com 11 minutos de jogo, o Santos já perdia de 3 a 0, depois de cometer um pênalti grotesco e infatil. Consta que o Fabão ganha R$ 500 mil/mês.

Seria o Fabão, pelo Santos, a contratação com a PIOR relação custo/benefício da história do futebol mundial em todos os tempos?

Letras que eu gostaria de ter escrito (parte 1)


Pato Fu - Perdendo Dentes

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

GM e Fran's Café: como praticar o Marketing da Incoerência

Como consumidor e publicitário, uma coisa que gosto de fazer é analisar propagandas, sejam ela na TV, no rádio, impressas, enfim... é claro que o mais legal é ver uma propaganda bem bolada, com uma sacada bacana. Além disso, ver se a mensagem que está sendo emitida, de fato, tem relação, coerência, com o que aquela representa. E, infelizmente, isso ocorre apenas em poucos casos.

Dois exemplos de propagandas bem boladas, para mim, são as dos Postos Ipiranga e da Bavaria Premium (estas, criadas pela amigo Marcelo Sato). No entanto, temos coisas muito ruins, como todas do HSBC e a última do Visa Electron (já criticada aqui neste blog).

A úlima pérola que vi é da GM. Vc já viu? É uma institucional, onde formiguinhas, unidas, ao som de With a Little Help From My Friends, vão carregando folhas, transmitindo a mensagem, de construção, evolução, união. Além disso, o locutor fala em coisas como "respeito ao planeta" e "responsabilidade social", temas tão em voga hoje em dia. Bom, vamos lá:

1 - Música dos Beatles numa propaganda? Uma música de 1967? Zero coisas contra a canção, maravilhosa por sinal, mas... quantas vezes músicas dos Beatles já foram usadas em campanhas publicitárias na história? Umas 7538948 vezes? Oras, menos clichê e mais criatividade, gente, senão a mensagem não é "comprada" pelo consumidor.

2 - Respeito ao ambiente? Até onde eu sei, a GM é a maior montadora do planeta (ou segunda, disputando com a Toyota). Tudo o que ela fabrica estão entre os produtos que mais destroem o meio mabiente. E esses caras ainda vem me falar de respeito ao meio ambiente? Eu sou idiota, por acaso?

Quem também gosta de um "Marketing de Incoerência" é o Fran's Café. Nesse caso, não é a propaganda que está errada, mas todo o serviço que é prestado não coincide com o que a marca tenta expressar. A roupagem da loja é fascinante, moderna; mas o produto final, que é nesse caso comer e beber... puta merda.

Estava eu a charmosa Gabriela na unidade da Tomás Carvalhal sexta passada. Limpa, bonita, moderna, bem iluminada, despojada, um cardápio lindo de morrer, com revistas e jornais para serem lidos... ou seja, a embalagem estava ótima. No entanto, "inventamos" de fazer o nosso pretendido ao ir lá, que era comer.

Pedimos um Strogonoff no pão italiano, que já havia comido uma vez (e adorado). Quando chega o prato... cadê o rango? Diminuiu absurdamente de tamanho! Estava na máquina de lavar? A tática é: "ao invés de abaixar os preços, vamos diminuir o tamanho das porções". Meu, só tinha pão, mal tinha carne e molho.

Depois disso, pedimos um café (que a Gabi teve que pedir no balcão, já que nenhuma atendente de predipôs a ir até a nossa mesa por 15 minutos). Mais 20 esperando e nada de café. Frustrados, fomos direto ao caixa pagar. Vergonhosamente, a atendentes estavam discutindo e brigando entre si, enquanto uma terceira teve que olhar no cardápio para saber quanto custava o strogonoff e uma Aquarius. Tipo, a pessoa trabalha lá e não sabe quanto custa as coisas. E outra, não emitiu uma notinha com os preços e o quanto pagamos por cada item. Ou seja, foi como comprar um cacho de bananas de feira... só que ali não era feira, é o famigerado e pretensamente chique Fran's Café.

Enfim, o grande lance é: não importa o posicionamento de uma marca. Indepentemente de qual seja, tudo que está relacionado a ela, seja a propaganda, seja a loja, tem que ser coerente com o que está sendo vendido, anunciado, com a mensagem emitida. No entanto, acho que GM e Fran's Café ainda não sacaram essa manha.

GM e Fran's Café, tô fora.

Fiquemos de olho.

17 de set de 2008

Uma Catarse chamada Los Hermanos


Nesse momento, ouço o álbum "Los Hermanos na Fundição Progresso", último show da banda, em junho de 2007.

Mesmo eu, que já fui em dois shows dos Hermanos e já vi e senti essa sensação, estou impressionado como o CD não é gravação da banda; é, sim, da platéia cantando todas as músicas juntos dos caras. Aliás, junto não: vc mal os ouve, só dá a galera! Aliás, platéia não: loucos e ensandecidos fiéis

A catarse é total é absoluta logo de cara, em Dois Barcos, e depois em O vencedor, é desnorteante.

Pois é. Logo eu, que não sou muito chegado em discos ao vivo, me ferrei: esse VAI ter que entrar na minha coleção. Pop's Discos (loja que será assunto de um post vindouro), me aguarde!

Qual a melhor música do Oasis de todos os tempos?


Sei que é difícil dar uma nota de zero a dez, mas vai la e manda bala! Vc dá uma nota para cada uma das músicas do Oasis:
http://www.nme.com/oasisgreatestsong

Aproveitando, segue aqui as minhas top 5 Oasis:

1ª Rock'n Roll Star
2º Aquiesce
3º Live Forever
4º Stop Crying Your Heart Out
5º Cast no Shadow?


E vc? E as suas?
Faça um post com suas Top 5, vamos debater!

Perguntar não ofende (parte 5)

Por quê o futebol nas paraolimpíadas chama "Futebol de 5"? Se é assim, por que não mudar o nome do futebol de campo para "Futebol de 11"?

Perguntar não ofende (parte 4)

A tão propalada e polêmica camisa roxa do Corinthians é, na verdade, azul? Ou tenho que trocar as lentes do meu óculos?

16 de set de 2008

Mais um da série "textos que eu gostaria de ter escrito" - parte 2


Pink Floyd - The Dark Side Of The Moon (1973)
http://www.fotolog.com/felipecotta/26407752

Por Felipe Cotta




"Trinta e cinco anos após ser lançado e ter revolucionado o mundo do rock – e as cabeças de milhões e milhões de pessoas até hoje -, o disco “The Dark Side Of The Moon” continua sendo um ícone, um símbolo máximo da música popular e da discografia do Pink Floyd, um divisor de águas das técnicas de gravação e – principalmente – uma obra de arte que continua instigando, provocando e emocionando as pessoas.

Até hoje, o disco já vendeu aproximadamente 40 milhões de cópias no mundo inteiro e detém o recorde de álbum a permanecer mais tempo na lista dos 100 mais vendidos no ranking da Billboard. Durante exatas 742 semanas – ou CATORZE anos!! – o álbum do Pink Floyd ficou nesta lista. Outro dado curioso: estima-se que 1 em cada 14 pessoas abaixo de 50 anos, nos EUA, tem uma cópia do disco.

O que faz de Dark Side Of The Moon um disco tão simbólico e tão cativante? Por que as pessoas se identificam tanto com suas mensagens?

Por um lado, a própria estética sonora das músicas - com sintetizadores e efeitos sonoros inéditos até então, com intervenções de elementos não-musicais curiosos (máquinas registradoras, turbinas de avião, relógios, diálogos, risadas) e a sensação de estar ouvindo um disco do futuro - já eram fascinantes.
Por outro lado, toda essa parafernalha sonora era ilustrada por uma capa e um encarte cheios de enigmas visuais, numa poesia imagética que não era vista desde Sgt Pepper´s.

A capa – famosíssima e uma das mais aclamadas de todos os tempos – trazia um prisma desmembrando um raio de luz em sete cores, representando os diversos temas abordados no álbum: vida, morte, loucura, desejo, solidão, dinheiro, etc, e como tudo pode tomar um rumo diferente dependendo das escolhas que fazemos (any colour you like??).
O encarte mostrava uma imagem psicodélica das pirâmides do Egito, um monumento à ambição e à mania de grandeza do ser humano, tema que também é questionado em “Money”.

Entretanto, acima disto tudo era também provocativa a própria temática do disco. O álbum é um retrato moderno do homem, da nossa passagem pela a vida, do dia-a-dia de todos nós, de como as pressões e as maneiras com que lidamos com elas podem nos levar à loucura, ou à morte, ao “lado escuro da lua”. Algo que está lá, que existe, mas a gente nunca vê.

O coração que começa a bater é o começo do disco. E o começo da vida. E assim como somos estimulados pelo médico logo que chegamos ao mundo, Roger Waters abre a obra-prima do Pink Floyd com o primeiro comando e ação que aprendemos na vida: “Breathe”.

Ele deflagra, em versos angelicalmente cantados (e palmas para David Gilmour, que aqui também virou um mestre dos backing vocals), como se um anjo da guarda viesse te dar as primeiras instruções da vida, desde a necessidade que temos de trabalhar e construir um futuro – “run, rabbit run, dig that hole and forget the sun, when at last the work is done don´t sit down, it´s time to dig another one” – até os momentos em que temos que esquecer do mundo para enxergar nossa própria felicidade – “don´t be afraid to care”.

E a vida continua, na correria – “On The Run” – que enfrentamos diariamente, simbolizada por passos correndo, por aviões voando, por ruídos ininteligíveis produzidos por um sintetizador. Um som tão artificial quanto nossa vida em muitos momentos de correria.

Os despertadores de Time nos alertam para o tempo que aproveitamos ou desperdiçamos. E assim, cada aspecto do ser humano é retratado: a agonia, o medo e as dúvidas sobre a morte em “Great Gig in the Sky”, a ganância e o desejo cego de poder em “Money”, o racismo, a dificuldade de aceitarmos uns aos outros e a sarcástica conclusão de que somos iguais em “Us and Them”, até a loucura e a insanidade em “Brain Damage”, que podem nos levar à morte, seja ela biológica ou social – “Eclipse”. E assim, o álbum acaba com o coração batendo novamente, distanciando até morrer. É o fim de mais um ciclo, de mais uma vida.

Tudo isso exposto com a narrativa fantástica e a sutileza melódica e instrumental do Pink Floyd, construindo um álbum conceitual impecável, com suas emendas e efeitos nos lugares certos, com paisagens sonoras e vozes magnéticas, com a simplicidade que torna genuína a emoção intrínseca em cada faixa.

“Dark Side Of The Moon” se tornou atemporal justamente por ser tão focado. O conceito é claro, a temática é complexa mas muito bem explorada, e todo mundo se enxerga em algum ponto da discussão. É um grande espelho de todos nós, com nossos medos, anseios, alegrias, desejos e até nossos mais maléficos pensamentos.

Hoje, 35 anos depois de ter abalado as estruturas do planeta, o disco se mantém atual, se mantém excitante, se mantém desafiador. É a obra mais concisa do Pink Floyd, é um dos momentos mais criativos da carreira da banda, é um marco na história. Influência de gerações que vieram, que estão e que virão.

I´ll see you on the dark side of the moon."

15 de set de 2008

Richard Wright: homenagem póstuma a um cara que mudou minha vida


Eu tinha 15 anos, estava no primeiro colegial. Em mais um aniversário, ganhei um daqueles famosos vale-presente, um "cheque-disco". Convidei o Glaucus e lá fomos nós ao Gonzaga, escolher um novo cdzinho para a minha ainda parca e de baixa qualidade coleção de discos.

Vale aqui um adendo: nessa época, eu tinha um gosto musical muito ruim, pouco desenvolvido, com exceção de Raul Seixas, Paralamas, Legião e Beatles. De resto, eu ouvia Jovem Pan mesmo, esses "poperôs" que tocam em qualquer rádio mequetrefe.

Bem, chegamos lá eu e o Glaucus e começamos a fuçar os CDs. Depois de algum tempo, algumas dúvidas (certamente, deviam ser um CDs bem ruins), quando o Glaucus pegou um disco de capa preta, com um prisma. "Cara, esse aqui é o Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Compra que é fudido, eu garanto."

Pink Floyd? Dark Side? Nunca tinha visto mais gordo... e, ainda por cima, com um gosto musical ainda imaturo, o preconceito com o Pink Floyd era total. Imaginava algo meio extraterreno, meio viajante... não curtia, não queria. No entanto, por insistência do Glaucus (graças a Deus), levei o tal disco.

Cheguei em casa e o pus no som. Começa o disco. Cadê a música? Passam 10 segundos, 20, 30... caraca, que troço é esse? De repente, mais de um minuto depois, um grito e a coisa começa a rolar. Em seguida, On The Run, com aquele ritmo doentio e, por fim, os relógios de Time. Fiquei traumatizado, tirei o CD da hora, desencanei. "Que bizarrice", pensei. Abandonei-o na estante.

Algumas semanas depois, vem o Glaucus me pergunta "e aí, e o disco"? "Muito bizarro, desisti". Ele insistiu pela segunda vez (graças a Deus, novamente): "tenta de novo, pô! Dá mais uma chance".

Resolvi abraçar a coisa e fui tentar ouvir de novo. Ouvi, inteirinho. Ainda achei muito bizarro, mas um pouco menos. Tentei de novo. Passei a gostar um pouquinho mais. Ouvi de novo. Depois de novo. E de novo.

Quando fui ver, sem perceber, comecei a descobrir as perolazinhas do disco. Aqueles barulhos bizarros e solos esquisitos começaram a se mostrar elementos criativos, beleza, enfim... inacreditavelmente, o Glaucus estava certo. Dei tempo ao tempo, e comecei a descobrir um a nova forma de música, o tal do Rock Progressivo.

Fiquei louco, impressionado, apaxionado. Nunca pensei que uma música, um disco, poderiam me deixar tão transtornado e desorientado (positivamente). O mais legal é que viciei no disco totalmente e, de tempos em tempos, minha música preferida mudava. Todas as músicas do disco, inclusive Any Colour You Like, já foram a música preferida da minha vida um dia.

No entanto, para todo e sempre, depois de milhões de audições do disco, uma das músicas preferidas da minha vida foi composta pelo senhor que morreu hoje, Richard William Wright, ou apenas Rick Wright. Essa música chama The Great Gig in the Sky, quarta faixa do disco, que é composta basicamente de um piano e uma gritaria. A gritaria mais bonita e arrepiante de todos os tempos.

O Pink Floyd, banda da qual Wright fazia parte, mudou minha vida não só no espectro musical. Certamente, esse foi um primeiro passo para abrir a minha cabeça para muitas coisas, como arte, cultura, visão do mundo em geral. E, até hoje, me assusta o fato de um disco, simplesmente um "mero" disco, ser uma obra tão importante não só na minha vida, mas na de muita gente: são 44 milhões de cópias vendidas desde 1973. Quer conhecer melhor por que esse disco é tão importante para a história da música mundial? Leia a brilhante resenha de Felipe Cotta.

E hoje, dia 15 de setembro de 2008, Wright nos deixa.

Tinha 15 anos, era apenas um garoto em Santos no primeiro colegial. Hoje, o Thiago Reimão de 26 faz uma reverência a um cara que criou uma obra marcante e eterna: "Wright, vc cumpriu sua missão na Terra com brilhantismo. Você mudou minha vida para sempre. Como diria a voz no início de The Great Gig, "And I am not afraid of dying. Any time will do; I don't mind. Why should I be Afraid of dying? There's no reason for it—you've gotta go sometime."

Obrigado e descanse em paz."

13 de set de 2008

CQC: à serviço da corrosão da imagem do país


Sábado a noite, começa a passar a reprise do CQC da semana. "Finalmente, vou poder assistir ao programa", penso eu, já que nunca consigo às segundas.

O meu interesse no programa é justificado pelo grande burburinho e atenção da mídia em stand up comedy e humoristas desse mercado, como o tal do Rafinha Bastos, que já pode ser visto fazendo propaganda de mais 47389 produtos, na TV e na internet.

Pois bem, começa o programa e é mostrado o Festival de Cinema de Vezena. Para começar, aquela palhaçada de sempre de invadir festivais, usando credenciais ilegais ou qualquer outra artimanha que o "jeitinho brasileiro" pode inventar. Enfim, nada original, engraçado ou interessante.

Começa a entrevista coletiva com a Charlize Theron, e vem a pergunta do reporter do CQC: "Charlize, meu nome é fulano, sou do Brasil, do programa Custe o que custar. Gostaria de me casar com você e, para tal, queria saber: de qual lado da cama você prefere dormir?".

A partir daí, começa um pequeno "bate-boca" entre a atriz e o repórter, absolutamente desnecessário e sem graça, para nao dizer constrangedor, tanto com quem estava presente no momento quanto para os telespectadores como eu.

Me pergunto: o CQC não era para ser engraçado? Não era um humor inteligente? Uma afronta ao Pânico? Honestamente, o que eu vi foi um quadro absolutamente desagradável, burro e que enraiza e propaga ainda mais o conceito ruim que o pessoal lá fora tem do brasileiro. Se fosse uma sacada boa, ainda vá lá, mas não: o infeliz repórter do CQC apenas criou tumulto, se passou por bobo e enfatizou ainda mais a péssima imagem que os brasileiros possuem no exterior.

Quem gosta do programa, certamente acha isso normal, pensa que é o caminho certo pra crescermos como nação: passando uma imagem de povo "engraçado", "animado" e "metido a esperto". Depois, esses mesmo ficam bravos quando países como a Espanha barram brasileiros.

Certo os espanhóis. Somos uns babacas, pois é justamente isso que divulgamos para o mundo.

Folha SP: "Milton revê parceiros do jazz em Ouro Preto"

Cantor é homenageado em show com participação de Wayne Shorter e Ron Carter
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1309200825.htm

"Devo muito de minha carreira lá fora a esse pessoal do jazz", afirma músico, lembrado no encerramento do festival na cidade mineira

CARLOS CALADO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A praça Tiradentes, em Ouro Preto (MG), prepara-se para receber uma multidão neste domingo. O festival Tudo É Jazz encerra a sua 7ª edição com uma homenagem especial a Milton Nascimento: promove o reencontro do cantor com o saxofonista Wayne Shorter e o baixista Ron Carter, parceiros em vários de seus discos.
"Não poderiam ter feito uma homenagem melhor para mim", diz Milton à Folha, lembrando que não se reúne com esses norte-americanos (integrantes do lendário quinteto que o trompetista Miles Davis liderou nos anos 60) desde a gravação de seu álbum "Angelus", em 1993.
"Devo muito de minha carreira lá fora a esse pessoal do jazz", reconhece o brasileiro, que viu o seu nome crescer rapidamente na cena internacional depois de participar do álbum "Native Dancer", que Shorter lançou em 1975. Além de cantar em várias faixas, Milton compôs cinco canções do álbum, incluindo os sucessos "Ponta de Areia" e "Milagre dos Peixes".
Milton conta que precisou insistir com o saxofonista para que sua participação não fosse maior ainda. "O Wayne me lançou no mundo, é um cara maravilhoso. Tive que dizer que o disco não era meu, porque ele queria que a minha voz estivesse em todas as faixas", recorda.
Por essas e outras, Milton prepara uma surpresa para Shorter. No meio de seu show de amanhã, vai chamar o pianista Pedro Bernardo, 16, seu afilhado, para tocar a instrumental "Ana Maria", composição do jazzista que faz parte do álbum "Native Dancer".
Milton lembra que conheceu Shorter no início dos anos 70, quando este e sua banda Weather Report fizeram shows no Rio. O cantor, que também estava em temporada com os parceiros do Clube da Esquina, no Teatro Fonte da Saudade, se assustou ao saber que os norte-americanos estavam na platéia.
"Nas noites seguintes eles encurtaram o show e corriam para pegar o final do nosso. No último dia, Wayne chegou perto de mim e perguntou se eu gostaria de fazer um disco com ele", relembra Milton, que ainda esperou cerca de dois anos até que a gravação estivesse concretizada.
A homenagem de amanhã a Milton Nascimento, que acontece a partir das 17h, inclui também um concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, com direção musical do maestro Túlio Mourão e arranjos a cargo de Wagner Tiso, Nelson Ayres e Gil Jardim.

Nova Orleans
Na programação de hoje, o Tudo é Jazz exibe várias atrações de Nova Orleans. No palco Largo do Rosário, com entrada franca, apresentam-se o saxofonista Donald Harrison, a cantora Charmaine Neville e as bandas Free Agents e Creole Zydeco Farmers.
Já no palco principal (o Salão Diamantina), o programa destaca o trompetista Nicholas Payton (também de Nova Orleans), além da cantora Karrin Allyson, do baixista Christian McBride e do pianista cubano Omar Sosa. Outras informações sobre os shows no site www.tudoejazz.com.br
O público de São Paulo também poderá apreciar duas das atrações do festival, na próxima semana. Karrin Allyson, que acaba de lançar um CD dedicado à música brasileira, se apresenta na terça, dia 16, no Bourbon Street. Omar Sosa e seu grupo Afreecanos Quartet tocam na quarta, dia 17, no Sesc Pompéia.

10 de set de 2008

Cesar Cielo e a (in)capacitada imprensa brasileira

Antes do meu texto propriamente dito, leia o trecho abaixo, colhido do site UOL no dia 08/09/2008:

"As longas horas nos estúdios de TV também cansaram o nadador. "Ah grava uma vez, daí volta, faz de novo, isso tudo é bem exaustivo, fora o tempo de espera até iniciar o programa. Nisso, vai o dia todo", contou o atleta, inexperiente, que até relevou perguntas dos desinformados sobre natação. "Me perguntaram se o Phelps me põe medo nos 400 m medley, prova que eu nunca nadei na vida. Aí eu eu disse que sim, e veio aquela cara de espanto do repórter. Até a Joanna Maranhão ganha de mim nos 400 m medley", se diverte o nadador. "Ah e tem a pergunta da virada, que é boa também. Perguntaram se eu melhorei a virada dos 50 m", diz, em menção à prova em que levou o ouro olímpico e tem apenas uma passagem pela piscina, sem viradas.""

Recebi esse texto do amigo Gavroche Fukuma, jornalista inteligente e altamente capacitado, tendo em seu currículo trabalhos na redação do Estado de SP, na editoria de Esportes. Certamente, leitor, o texto lhe provocou risos, mas a realidade é que o buraco é muito mais embaixo: a imprensa (no caso, vamos nos ater à esportiva) é absolutamente despreparada, inclusive para cobrir o maior esporte nacional, o futebol.

Começamos pelo representante-mór de nossa imprensa esportiva: Galvão Bueno. Locutor há 584 anos, ele é o porta-voz oficial dessa massa chamada Brasil: durante as transmissões, ele incentiva, consola, cobra, tripudia os adversários, enfim, ele conta a sua própria história e assume como verdade o que ele está vendo; ou seja, faz tudo, menos narrar.

Passando para outros esportes, aí o bicho pega mesmo, como a supracitada natação do Cielo. A quantidade de comentáristas"especilistas" contratados para as olimpíadas era vista em todos os esportes, com exceção feita ao futebol. Esportistas não-jornalistas geram comentários bacanas, mas também imprecisos e passionais. Afinal de contas, ali ninguém estudou para exercer essa profissão de forma "free-lancer", e contam apenas com a experiência adquirida empiricamente e o bom senso. O fato é que não dá para condená-los mas, certamente, essa não é a melhor alternativa.

Fazendo um exercício rápido, vem a minha mente uns 200 especialistas em futebol: Rizek, PVC, Birner, Milton Neves, a galera do Estádio 97... ou seja, tem uma cambada, de todas as áreas e cantos cobrindo futebol... mas ESPORTE mesmo, ninguém manja. Um Renato Maurício Prado tb manja de vôlei aqui, um Juca Kfouri manja tb de basquete ali...

Basicamente, ser o tal do "País do Futebol" acaba distorcendo nossa impressa, que vai em massa nessa direção. Na hora de cobrir outros esportes, ela escorrega, e feio. Consequentemente, ela é a última que pode cobrar um melhor desempenho do Brasil nas olimpíadas, já que nem sabem o que estão lá cobrindo. No entanto, quanto a nós, leitores, consumidores de informação, cabe sim cobraça a esses (na maioria) péssimos profissionais esportivos.

Perguntar não ofende (parte 3)

Por que o Brasil vai tão melhor nas Paraolímpiadas do que nas Olimpiadas?

8 de set de 2008

Kibe Loco - Horário Eleitoral Gratuito 2008

Veja os 10 erros mais comuns em reuniões corporativas

Parece difícil crer, mas atitudes continuam a prejudicar executivos

Publicado em http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=16564

Publicado em 29/08/2008 - 12:00

Por Larissa Leiros Baroni

Já parou para pensar que no ambiente de trabalho suas atitudes são observadas o tempo todo? A vigilância vai desde o horário que chega e sai, até naquilo que se faz no desenvolvimento de atividade e no bate-papo com os colegas na hora do café. As reuniões não poderiam ser diferentes. Apesar do cara a cara com o gestor ser uma situação de altíssima exposição, esse é o momento de apresentar projetos e de mostrar suas capacidades e é nele também que muitos profissionais perdem a chance de deixar boa impressão por causa de erros básicos.

Para ajudar você a evitar problemas diante dos gestores, colegas de trabalho, fornecedores e clientes, o Universia consultou diversos especialistas que apontaram o que pode colocar tudo a perder quando você participa de um encontro corporativo. Confira os dez erros mais cometidos numa reunião!

Chegar atrasado

"Chegar atrasado, seja qual for o compromisso assumido, é falta de educação. Regra que não muda quando o assunto é reunião de negócios. Atraso é desrespeito com aqueles que compareceram na hora marcada. Lembre-se: o evento geralmente envolve uma série de profissionais e todos eles possuem compromissos alheios ao encontro. Por isso, por mais que tenha trânsito, organize-se para não se atrasar. Em caso de contratempos, ligue para informar o ocorrido e orientar que a reunião comece sem sua participação. Ao chegar ao local do encontro, seja discreto para não atrapalhar o andamento das discussões. Nada de fazer perguntas para saber o que ocorreu anteriormente. O atrasado perde esse direito. Use a pausa para o café para se inteirar dos acontecimentos ou faça isso depois da reunião".

Célia Leão, consultora de etiqueta empresarial e autora do livro Boas Maneiras de A a Z.

Não se preparar

"De nada adiantaria participar de uma reunião se não há o que contribuir para o seu desenvolvimento. Gastar tempo e dinheiro para fazer volume não é uma estratégia eficiente nem para você, nem para a empresa. Para que de fato o encontro seja produtivo é preciso que os profissionais envolvidos se prepararem para ele. Por isso, ao receber uma convocação, notifique-se sobre os assuntos tratados e os objetivos do evento. Se no convite esses aspectos não estiverem descritos, procure o organizador para esclarecê-los. Com as informações nas mãos, vá atrás de saídas e soluções para que elas sejam apresentadas na reunião. Uma atitude que provavelmente será reconhecida pelo gestor, já que demonstrará iniciativa, empenho, além de dedicação. Caso contrário, a única característica que ficará ressaltada é o desinteresse".

Jean Pierre Marras, consultor de administração de Recursos Humanos e professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Não saber quando falar e calar

"Ao participar de uma reunião, é preciso se fazer notar tanto para marcar presença como para expressar sua opinião. No entanto, é fundamental saber quando falar e quando calar. Pedir a palavra para dizer algo que não está ligado à pauta ou para fazer um comentário que nada acrescenta na discussão só para chamar atenção não é uma boa estratégia. Essa intervenção pode prejudicar sua imagem, além de demonstrar desconhecimento e insegurança. O mesmo também acontece quando um profissional sai do encontro sem falar absolutamente nada. Para não errar a mão, a dica é conhecer o ambiente e as pessoas envolvidas e saber ouvir".

Cláudio Edward dos Reis, professor de Psicologia Organizacional da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho).

Não ter objetividade

"Não é o tempo de uma reunião que determina sua produtividade. Ao contrário, quanto mais objetivo for o encontro, mais eficiente ele será. O ideal é que o evento tenha não só hora para começar, mas também para acabar, e é fundamental que esses limites sejam cumpridos. Uma responsabilidade que não se restringe apenas ao gestor. Os profissionais participantes também devem ficar atentos ao horário. Todos têm direito de emitir opinião, mas cada um deles tem o compromisso de fazê-lo de forma clara e objetiva. O tempo é um recurso caro, além do mais não é só a sua disponibilidade que está em jogo. Por isso fique atento ao que acontece. Nada de conversas paralelas ou de desviar o foco central da reunião para discutir assuntos que não estão em pauta".

Reinaldo Passadori, especialista em Comunicação Verbal

Não prestar atenção

"É extramente importante prestar atenção em tudo o que é dito na reunião. Afinal, você poderá ser cobrado daquilo a qualquer momento. Em casos de dúvidas, não tenha medo de perguntar. Mas, se as questões não estiverem relacionadas ao assunto pautado, deixe para abordar o gestor ao final do encontro. Para garantir que não esqueça de nada do que foi abordado, anote as orientações. Ao sair da reunião, é recomendável refletir sobre tudo o que foi discutido e traçar os próximos passos profissionais. Se você não seguir as direções do chefe, sua credibilidade pode ser abalada. A realização de uma ata pode ser a bússola que irá nortear as ações dos funcionários e ainda as cobranças do gestor".

Cristiane Cortez, consultora do IBTA Carreiras.

Não saber ouvir e fazer críticas

"É comum que numa reunião haja confronto de idéias. Mas é preciso ter postura tanto para receber como para fazer críticas. Caso contrário, você pode perder a razão na discussão, além de transmitir aos participantes uma postura de inflexibilidade, agressividade ou até mesmo de chatice. Uma atitude que, ao invés de colaborar com o desenvolvimento da reunião, só tende a atrapalhar. Espere a conclusão de uma idéia antes de pedir a palavra para fazer a intervenção. Saiba aceitar as críticas, pondere os pontos positivos das observações e conclua com a defensiva. Ao fazer críticas, evite as expressões ´mas´ e ´não concordo´, elas abalam a resistência emocional do criticado. Deixe de lado os ataques infundados e as pressões com base em problemas pessoais".

Reinaldo Polito, mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal.

Ser muito informal ou formal demais

"Há reuniões que permitem e até pedem a informalidade, outras não. Portanto é preciso saber quando ousar ou não na linguagem. Errar na medida pode tornar a reunião improdutiva, além de comprometer a imagem do profissional que não se atentou a esse detalhe. Ele pode ser taxado de arrogante ou descompromissado. O que determina os limites é a lista dos participantes, bem como o objetivo do encontro. Quando é uma reunião de equipe, as gírias e as brincadeiras são permitidas, desde que usadas moderadamente. Agora, se nessa mesma reunião, o presidente da empresa for participar, é preciso tomar mais cuidado. A tática é observar o comportamento de quem convocou o encontro".

Sidneia Palhares, gerente de divisão efetiva da Gelre, empresa de recrutamento profissional.

Desviar a atenção com posturas corporais

"Alguns comportamentos e posturas podem comprometer o desenvolvimento da reunião. Manias como bater os dedos na mesa, os pés no chão ou abrir e fechar a tampa da caneta repetidamente até podem parecer inofensivas, mas geralmente elas desviam a atenção dos demais participantes e, consequentemente, colocam em xeque o rendimento do encontro. As conversas paralelas, risos, cochichos ou bilhetinhos também devem ser banidos, mesmo quando se referem ao o mesmo assunto do evento. Ou você comenta com todos os participantes ou permanece em silencio. Se a reunião está cansativa e o sono já começa a incomodar, opte por anotar o que está sendo falado. Nada de ficar fazendo desenhos ou mexendo no laptop. Demonstrar desinteresse sobre a reunião pode ser um grande erro, além de transparecer falta de maturidade e comprometimento profissional".

Ássima Ferreira, psicóloga e professora da Fundação Dom Cabral.

Atender o celular

"Não esqueça de desligar o celular. Ao entrar numa sala de reunião, essa é a primeira atitude que deve ser tomada. O toque do telefone móvel no decorrer do encontro pode atrapalhar o ritmo das discussões. Se você espera uma ligação importante, o ideal é avisar o gestor a respeito do ocorrido antes de iniciar a reunião. Nesses casos, opte por deixar o telefone no silencioso. Caso ele toque, não o atenda se abaixando na cadeira. Peça licença e saia da sala".

Igor Schultz, gerente da Page Personnel, filial do grupo Michael Page International - que faz recrutamento especializado.

Não propagar as informações discutidas na reunião

"Todo e qualquer comentário referente ao assunto pautado deve ser discutido na reunião. Nada de omitir a participação e deixar para tecer opiniões nos corredores. A roupa suja deve ser lavada, passada e guardada no encontro. Há ainda reuniões com caráter sigiloso. Nesse caso, a discrição deve ser ainda maior. Propagar os assuntos discutidos dentro da sala para a empresa não é uma atitude nada ética. Além do mais, o profissional pode perder a credibilidade junto ao gestor".

Fernando Henrique da Silveira Neto, especialista em desenvolvimento gerencial e professor do FGV Management.

5 de set de 2008

Sintomas de uma sociedade doente

Sem querer ser arrogante, mas possuo um hábito que poucas pessoas possuem: quando estou dirigindo e chego num esquina, independentemente de ter faixa de pedestre ou não, se vejo que há um pedestre esperando para atravessar, eu paro o carro, olho para a pessoa e faço um movimento com o braço, indicando: “pode passar; fique a vontade, por favor”.

No entanto, meu ponto aqui não é discutir esse meu hábito. O ponto interessante dessa história é o seguinte: logo após esse sinal com o braço, o que o pedestre faz? Ele atravessa a rua correndo. Isso mesmo: eu paro o carro na frente do pedestre, faço um sinal dando-lhe a preferência e o que ele faz? Sem necessidade alguma, ele atravessa correndo! Como se estivesse atravessando uma rua super movimentada. E o detalhe é o seguinte: isso não acontece uma vez ou outra: isso acontece SEMPRE!

Particularmente, minha interpretação a respeito desse tipo de evento me deixa triste: indica que, claramente, o carro é a prioridade total na negociação carro x pedestre pelas ruas afora. Pelo tamanho do carro comparado ao ser humano, pelo porte, pelo poder de fogo que possui, o pedestre se sente acuado, sem proteção. Parece que, quando tomo essa atitude de parar o carro e dar preferência ao pedestre, estou praticamente dando uma esmola para o medingo, quer dizer, pedestre. Uma migalha de pão. Um fio de esperança. Não consigo pensar em outra coisa que não seja a completa inversão de valores, importa uma sociedade cambaleante, apressada e doente.

Outro coisa que vem me incomodando muito decorre da nova campanha do Visa Electron. Você já assistiu? Basicamente, é assim: são pessoas chegando para assistir um filme no cinema, marcando no relógio, falta apenas um minuto para começar a sessão. A partir desse momento, todas as pessoas começam a correr para suas respectivas salas como se estivessem num filme de ação: umas por cima das outras, desviando de pipoqueiros e outros obstáculos. Na hora de pagar pelo refrigerante, ao invés de usar dinheiro, ele usa Visa Electron, afinal de contas, “por que usar dinheiro? Visa Electron é muito mais rápido e prático”. E, evidentemente, por causa disso, eles chegam a tempo na sala, antes das portas se fecharem.

Na verdade, a propaganda é bacana, bem feita. Mas o ponto é que ela evidencia sintomas de outra doença moderna: a correria, a pressa. As coisas não são mais feitas com calma, sendo curtidas. Muito pelo contrário: ir ao cinema, por exemplo, hoje em dia, só para quem tem um saco de ouro. Primeiramente, você deve se dirigir a um shopping, demorar horas para encontrar uma vaga e estacionar, além de pagar quase o mesmo preço do ingresso por isso, fila para comprar o ingresso, horas de trailers e propagandas e, finalmente, assistir ao (a essa altura, “maldito”, já que você está arrependido) filme.

Quando o personagem da propaganda é praticamente obrigado a usar o Visa Electron por que é “mais rápido”, fica absolutamente evidente esse aspecto da correria em detrimento da calma e tranqulidade. E não é nem pela forma de pagamento que se é usado; é, sim, a sua postura com relação a vida que levamos hoje em dia. O que é melhor? Fazer uma coisa correndo, simplesmente pelo fato de fazê-la, ou curtir um momento com calma?

Cá do meu lado, continuarei usando Visa Electron porque é uma forma de pagamento muito prática, e continuarei dando passagem para pedestres “assustados”. Quem gosta de levar a vida correndo, que leve. Não me espere, pois não vou acompanhá-lo. Prefiro ficar aqui atrás, indo na manha.

Enquanto isso, dentro de um avião...

A aeromoça oferece bebida a um São Paulino que está sentado ao lado de uma freira dentro de um avião.
O torcedor São Paulino (chique, lógico) pede uísque escocês com gelo.
- "A senhora aceita o mesmo que ele, irmã?" Pergunta a aeromoça à religiosa.

A freira fica indignada:
- Prefiro ser agarrada selvagemente e estuprada por um negão do Pelourinho, daqueles de dois metros de altura, do que botar uma gota desse álcool na boca !

O São Paulino escuta e devolve o uísque à aeromoça dizendo:
- Desculpe, eu não sabia que tinha essa outra opção. Também quero o negão!

Os Povos - Milton Nascimento e Márcio Borges




Na beira do mundo
Portão de ferro, aldeia morta, multidão
Meu povo, meu povo
Não quis saber do que é novo, nunca mais
Eh! Minha cidade
Aldeia morta, anel de ouro, meu amor
Na beira da vida
A gente torna a se encontrar só

Casa iluminada
Portão de ferro, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou passeando, passeando e morrer
Perto de seus olhos
Anel de ouro, aniversário, meu amor
Em minha cidade
A gente aprende a viver só

Ah, um dia, qualquer dia de calor
É sempre mais um dia de lembrar
A cordilheira de sonhos que a noite apagou

Eh! Minha cidade
Portão de ouro, aldeia morta, solidão
Meu povo, meu povo
Aldeia morta, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou caminhando, caminhando e morrer
Perto de seus olhos
A gente aprende a morrer só
Meu povo, meu povo
Pela cidade a viver só

Vote Nulo!

4 de set de 2008

Mano, informe-se melhor!



Amigons, bom dia!

Mano, ontem vc mostrou como seu conhecimento de futebol é irrisório e parco: vc disse que o Santos tinha mais chances de cair que o Atlético PR, pois este vinha numa crescente, e o Santos numa descendente.

Bom, antes da rodada ontem, o Atlético PR vinha de 3 derrotas seguidas e o Santos de quatro jogos invictos.

Para corroborar com as tendências, o Atlético PR tomou um pau ontem e o Santos ganhou mais uma, conquistando 9 dos últimos 15 pontos.

Por favor, se informar melhor antes de emitir aleatoriamente uma opinião. Segundinha não é que nem a primeira não, viu?

Com o Santos, Onde e Como Ele Estiver - O ÚNICO GRANDE PAULISTA QUE NUNCA CAIU!

Abraços,
Thiago Reimão

blogdofalsario.blogspot.com
www.buscape.com.br

3 de set de 2008

Reimão "cantando" Creep na festa do Cabral

The Dilators ROCKS!!!

Em defesa do Craque Robinho


O assunto do mundo futebolístico (?) no início dessa semana foi Robinho Arantes do Nascimento, ou melhor, apenas Robinho. A imprensa, principalmente a Trio-de-Ferro Futebol Clube, classificou a transferência dele como “falta de ética”, “irresponsabilidade”, “trairagem” e outros adjetivos não menos agressivos contra a índole do rapaz.

Meu ponto aqui não é falar do profissional Robinho. Que os chatos o façam. O que eu gostaria de ratificar é que, nesse processo de fritura, foi totalmente deixado de lado a qualidade do jogador, e tudo o que ele já apresentou em termos de futebol.

A mim, honestamente, não espanta. A Imprensa Trio-de-Ferro FC (para quem não sabe o que é: que apenas fala e defende Corinthians, São Paulo e Palmeiras) foi a primeira a detoná-lo. Na verdade, faz sentido, pois são clubes sem ídolos recentes. Além disso, o Robinho cansou de arrebentar os “três grandes” da capital. Senão vejamos:

- Valdívia: considerado “O Mago”, desafio alguém a me mostras 3, APENAS 3 jogos onde ele foi estritamente decisivo em quase dois anos de Palmeiras e apenas um mero Paulista conquistado. Fico no aguardo.

- Tevez: bom, esse nem se fala: saiu do Corinthians da mesma forma que o Robinho: brigado com a torcida e foi para um time muito menor que o City, o tal do West Ham. Aliás, ele e o Mascherano. Alguém pegou no pé dele? Ninguém, ele é considerado ídolo até hoje. E só ganhou um Brasileiro cujo próprio presidente do clube, naquele momento, admitiu que foi roubado.

- Kaká: saiu debaixo de uma chuva de pipocas em 2003, odiado pela torcida são paulina.

- Robinho, jogador de sucesso do Santos e, por isso, inimigo da Imprensa Trio-de-Ferro FC: o maior jogador de futebol (e não pessoa ou profissional vale ratificar) que já vestiu a camisa do Santos nesse milênio: ganhou dois brasileiros (e um deles, com a mãe seqüestrada: quem aí se lembra disso)? Cansou de dar espetáculos como profissional por 3 anos no Santos FC, e vou citar alguns: finais do BR 2002, jogos da Libertadores 2003 (foi aplaudido de pé na Colômbia numa vitória do Santos por 5x1), Bahia 4 x 7 Santos, Coritiba 0 x 4 Santos. Ao digitar “robinho” no Youtube, vemos mais de 20.000 ocorrências: assista uma e se arrepie.

Como diria a propaganda do “Fruthos”, “o mundo hoje está muito chato”. Ou seja, eu acho que ele deve ser anti-ético e traíra? Jamais! Não sou criança que nem ele. Ele, inclusive, fez uma grande palhaçada com a torcida do Santos em 2005, quando quis ir para o Real Madrid. Mal orientado, mimado, miolo-mole. Não é à toa que grande parte da Massa Alvinegra não o engole até hoje.

No entanto, sou freqüentador da Vila Belmiro desde 1986, e o Robinho fez coisas que ficaram eternamente guardadas em minhas retinas e memórias. Robinho, “o caçador de gambás”. O Robinho é craque, monstro, gênio. E isso ninguém vai tirar mim, ninguém.

E nem dele.