30 de nov de 2008

Perguntar não ofende (parte 7)

Eu não sou muito chegado, não presto muita atenção em uniformes, o Rafa sabe bem disso, mas... seria o uniforme 2 do Sport o mais feio do Brasileirão 2008?

28 de nov de 2008

A imprensa deve desculpas ao Simon


Quer dizer então que, depois de ser escurraçado por toda a imprensa, principalmente a carioca-flamenguista, com seus representantes Renato Maurício Prado, Galvão Bueno, Fernando Calazans, etc, NÃO FOI PENALTI?

Pois é. Não foi pênalti no Diego Tardelli.

Toda a imprensa, que ficou durante a semana, dia após dia, destruindo a reputação do Simon, deveria se retratar, pedir desculpas publicamente ao árbitro.

Quinta pela manhã, dia 27/11, no Redação Sportv, Renato Mauricio Prado e Telmo Zanini só não chamaram o Simon de "santo". Teve de tudo: "arrogante", "briga com a imagem", "fraco", "péssimo"....

E agora? Quem é arrogante, briga com a imagem, fraco, péssimo?

A imprensa, de posse da voz, só detona todo mundo? Não tem o dever se retratar?

Favor rever urgente as práticas das maiores redes de mídia do país.

27 de nov de 2008

Mais Mallu...

Para quem acha que a Mallu Magalhães é um prodígio, porque é jovem e os caralho, sugiro a audição do disco Travessia, o primeiro disco de Milton Nascimento, com músicas que ele compôs antes dos 20 anos (em 1962, época em que mal havia televisão, imagine então MySpace...)


18 de nov de 2008

Você é louco?

Pitacos sobre a 35º rodada do Brasileirão 2008


1 - Começou o chororô são-paulino. Começam a atacar o juiz, o estádio, tudo relativo ao Vasco... estaria o São Paulo com medo? Porque, engraçado, quando o São Paulo joga no Morumbi, a torcida leva aquelas pointers com laser, e os aponta na cara dos jogadores, como fizeram contra com o Fluminense. Ou alguém já esqueceu disso?

Seria o Morumbi um estádio seguro para outras equipes? Por que a imprensa não fala disso? Por que só o São Paulo ataca outros times e estádios? No dos outros é refresco, né... o Fluminense, que depois engoliu o tricolor no Maracanã, que o diga.


2 - Finalmente, o ano acabou para o Santos, e não poderia ser de forma mais melancólica: o gol mais "sem querer" do campeonato, feito por um jogador bisonho, o reserva Quiñones, contra o Time B do Internacional. Que Papai Noel traga para os Santistas nesse Natal: a) o impeachment do Teixeira, ou que ele perca a eleição ano que vem; b) um técnico jovem e competente, como Vagner Mancini, Dorival Jr., Adilson Baptista ou Ney Franco, e que esse técnico comece logo a trabalhar o time, pois está mais do que provado que técnico precisa de tempo. Se tentarem trazer o Luxca de volta, que a torcida se rebele 100% contra a diretoria e faça um motim no clube.

Que esse 2008 triste sirva de exemplo para a torcida do Peixe


3 - Falando em Ney Franco, impressionante como ele começou um excelente trabalho no Botafogo, e agora só perde, perde, perde... será por conta dele, sua competência, ou o clube que é instável demais? Fico com a segunda opção.


4 - É triste ver o Roque Junior, que já foi um zagueiro tão eficiente, correndo atrás do Ibson feito um bobo no quarto gol do Flamengo. Revejam o lance. O gol é belíssimo, mas a parcela de contribuição do péssimo Roque Jr. é enorme.

Ah, e adivinhe que trouxe ele pro Palmeiras? Ele mesmo. O Roque só não veio do Iraty, mas foi ele mesmo.


5 - Luxemburgo acabou. Vive apenas de seu nome. Não justifica mais seu altíssimo salário. Muricy e Mano Menezes, hoje, são muito mais técnicos que ele. Luxa, vai tirar umas férias, vai cuidar de seu instituto.... você acabou.

17 de nov de 2008

007 Quantum of Solace: o James Bond tradicional está morto


Para começar sem muretar: o novo filme do James Bond é absolutamente decepcionante. Não é toa que eu não estava naquela pegada louca de assistir ao filme, como rola sempre que sai um novo 007. Vamos aos fatos.

James Bond é um personagem criado por Ian Fleming em 1953 e, desde o primeiro filme, 007 Contra o Satânico Dr. No, existem algumas tradições relacionadas ao personagem. Tradição é tradição e, como já dizia o ditado, com tradição não se brinca. Infelizmente, não é o que os atuais produtores pensam.

Em primeiro lugar, nesta 22º aventura do agente serviço secreto do serviço britânico, temos uma continuação. Esse Quantum of Solace é uma continuação de Casino Royale. Oras, que troço é esse? James Bond virou Jogos Mortais, Senhor dos Anéis, Star Wars ou qualquer outra porcaria? James Bond é um filme apenas, com uma única história, um vilão, uma Bond Girl e acabou.

Além disso, temos uma história de vingança pela morte de sua amada. Amada? Daquele agentes secreto que manda as mulherada e depois as larga, pouco se lixando? Pois é, esse mesmo. Nesse filme, ele está bravinho porque no Casino Royale mataram a moça que ele gostava. Então, a história do filme é basicamente uma vingança.

Se você não está nem aí para a tradição e acha que isso é legal, porque mostra o personagem antes do clássico que a gente conhece (na verdade, o Casino Royale seriao primeiro filme do agente, quando ele é "efetivado" a 007), tenho mais uma queixa sobre oesse filme: acabou a inteligência. Isso mesmo. Aquele 007 sedutor, inteligente, que sabe se virar das situações com malícia, jogo de cintura e sacadas bem boladas, morreu. O que temos hoje é um brutamonte que bate primeiro e pergunta depois. Não há muita diferença entre esse James Bond e um atleta especialista em Parkour, de tanto muro e telhado que ele pula. OK, eu sei que os tempos mudaram, que não dá para fazer mais filmes de ação como os com o Sean Connery, onde ele só dá meia duzia de murros e o charme fica muito mais por conta da megalomania de seus vilões. No entanto, acho que nos quatro filmes do Pierce Brosnan, esse papel é muito bem cumprido: há muita cena de porrada e ação, misturadas com sacadas perspicazes do 007, e ainda conta com as quinquilharias do Q. Tudo isso não existe nesse James Bond, e não acho que a culpa é do ator. Gosto do Daniel Craig, nada contra. Só que o o roteiro foi escrito para um filme do Rambo, do Crocodilo Dundee ou Mad Max. Jamas para o sagaz e astuto agente 007.

A conclusão é a seguinte: se você gosta do 007, vá conferir. Essa lenda merece respeito e apreciação. Mas chegue em casa depois e deleite-se com um ótimo GoldenEye ou o Goldfinger. Pois os tempos de charme de James Bond morreram e provavelmente, não voltam mais. Brincaram com a Tradição e, como já disse acima, com isso não se brinca.

Ps.: mais um ponto para corroborar com meu ponto: apesar da ótimo trilha de abertura, produzida pelo bestial Jack White, não rola nem um pouco da musiquinha clássica de 007 nem aquela andada com a mira, quando ele vira para a tela e dá um tiro. Deixaram esses dois pontos para os créditos. Patético.

12 de nov de 2008

Mais um da série "Eu estava lá" - Planeta Terra 2008

Abertura do show dos Chiefs: Everything is Average Nowadays.
Sábado passado, 08/11/2008, uma e meia da matina.

Basicamente, o melhor show do ano de 2008.


6 de nov de 2008

Mallu Magalhães: a inversão de valores para a criação de um ídolo


Inicio de 2001, final do extinto torneio Rio X São Paulo. Segundo jogo da final, no Morumbi. Naquele dia (que não sei precisar ao certo qual era), o jogo entre São Paulo 2 x 1 Botafogo no Morumbi revelou para o mundo um dos maiores craques do futebol mundial atual, Kaká, quando fez os dois gols da vitória tricolor. Tinha apenas 18 anos.

No início, foi esquisito para a imprensa lidar com o jogador. Uns o chamavam de "Caca", eunquanto outros desdenhavam daquele menino franzino e relogioso, avesso aos holofotes. Dois anos depois, com sua condição de excelente jogador já solidificada, mesmo não tendo ganhado mais nenhum título, foi contratado pelo Milan por quase U$ 10 milhões. Hoje, cinco anos depois, o Kaka já jogou duas copas do mundo e foi campeão europeu e mundial pelo Milan, tendo grande destaque nessas competições.

Quando o Kaká começou a solificar sua carreira, deixando claro o talento que possuia, lentamente começaram a aparecer os contratos publicitários, buscados por empresas interessadas em atrelar suas marcas à um jogador habilidoso, vitorioso, um craque. Hoje, ele é patrocinado por Adidas, Gillette, Gatorade, entre outras empresas gigantes e globais. Um caminho mais do que natural, trilhado por dezenas e mais dezenas de estrelas do esportes, da música, etc.

No entanto, parece que, na tentativa de se personificar uma marca, atrelá-la valores e à pessoas, as empresas estão se precipitando, enfiando os pés pelas mãos. Enfim, invertendo a ordem das coisas. E o grande exemplo disso é a cantora-mirim Mallu Magalhães.

Sua carreira começou em Janeiro deste ano de 2008. Seis meses depois, já era garota-propaganda da Vivo e do MySpace. Em seguida, começa a participar de alguns dos principais festivais de música do pais.

Mallu trilhou o caminho inverso de Kaká. Enquanto este foi, aos poucos, jogo após jogo, ano após ano, mostrando seu talento, sua halibidade, fazendo gols e, dessa forma, consquistando fãs e, consequente patrocinadores, aquela não: Mallu é apenas uma menina de 16 anos, que toca violão, canta e compõe em inglês. Apenas isso. É mais um fruto, uma pseudo-artista. formada pelas infinitas formas de "criação" e exposição de trabalhos e obras que a internet, hoje em dia, propicia.

A Mallu, ao inverso do Kaká, para ganhar notoriedade, não mostrou talento, habilidade, nada. Ela é apenas uma menina que acabou caindo nas graças da molecada, dos adolescente. Percebendo esse novo "produto", duas empresas rapidamente se aproveitaram: MySpace Brasil, que encontrou nela uma possível versão da Lilly Allen, sucesso criando pelo MySpace Inglês; e a Vivo, que viu em Mallu a possbilidade de associar sua marca a uma "artista" jovem e surpreendente (pela sua pouca idade), de fortíssimo apelo junto ao público jovem, com alta exposição da mídia. A Mallu é praticamente uma ex-BBB indie, cult.

Os valores se inverteram. As corporações inverteram as regras do jogo. O Kaká virou garoto-propaganda de marcas globais depois de ter seu talento devidamente comprovado nos campos. Já a Mallu, não... coitada, ela não tem nem meia dúzia de músicas gravadas. Ela é uma cantora e compositora... sem músicas! Ela é apenas uma imagem... praticamente um projeto, um holograma: menina, jovem, 16 anos, meiguinha, vozinha fina, canta e compõe e inglês. Só faltou uma coisa: talento.

E posso falar tudo isso com conhecimento de causa, já que vi seu "show" interiinho no Planeta Terra. A experiência foi, no mínimo, constrangedora. Para mim, para ela, para a banda, para a platéia, para todo mundo. Parece que ela foi forçada a estar lá, claramente fora de seu habitat. Ainda bem que os fãs de Jesus and Mary Chain e Offspring não foram hostis com a "cantora".

Mallu, a grande verdade é a seguinte, eu torço por você. Sério mesmo. Que você continue estudando música, compondo, fazendo shows... de verdade, espero vê-la de novo.

No entanto, friso: espero que isso aconteça por seu próprio talento, e não porque algumas empresas oportunistas estão tentando te enfiar nossa goela abaixo, te alçar a um posto que você ainda não ocupa: de uma artista.