4 de fev de 2009

Deixando Marcas II

Quando me formei na ESPM, em 2003, tive a honra de ser eleito pelos estudantes o Orador da turma (obrigado Fabião, tudo graças a vc :-)). Portanto, tive a incumbência de escrever um discurso, e lê-lo na colação de grau.

Nomeei o discurso de "Deixando Marcas". Basicamente, fazia um paralelo entre as Marcas, do ponto de vista de marketing e publicidade, em que as empresas lutam para criar identidades e estar cada vez mais conectadas com seu público-alvo, e as marcas que as pessoas vão deixando umas nas outras, com o passar do tempo.

Agora, depois desse ciclo de cinco anos e três meses de BuscaPé, acho que faz sentido uma reflexão respeitosa sobre as pessoas que passaram na minha vida e deixaram marcas nas minhas retinas e em meu coração.


O Rafa me deixou sua marca. Foi meu primeiro amigo na empresa, e um dos mais especiais até hoje. Rafa, obrigado por me definir tão bem. E fica tranquilo que continuarei sendo implicante por muito e muito tempo com você :-)

O Fuku me deixou sua marca. Meu primeiro chefe. Um cara atencioso, que sempre me ajudou, sempre esteve lá.

O Clodoaldo, o Charlito e o Maia me deixaram suas marcas. Que trio mais especial: um caipira murrinha, mas de sensibilidade enorme; o são paulino mais FDP (e gente fina) que já conheci; e o ogro mais sem noção do mundo. São tantas histórias boas e inesquecíveis que não parece que trabalhamos, e sim, que fizemos a sétima série juntos :-)

O Walter me deixou sua marca. Um dos profissionais mais formidáveis que já conheci. Alguém em quem se espelhar.

O Lobão me deixou sua marca. O copo americano, definitivamente, mudou a minha percepção a respeito do jeito mais adequado de se tomar uma boa cerveja.

O Ricardo, o Sandro, o Thiago e o Passaia me deixaram suas marcas. Pessoas competentes, inteligentes, amistosas. Seu trabalho é resolver problemas. E eles o fazem com louvor.

O Formiga me deixou sua marca. Quando o conheci, o achava um arrombado, com seu toque de celular arrombado. Hoje, tenho ciência que conheço poucas pessoas com um coração tão bom quanto o seu.

A Ana Maria João e o Arruda me deixaram suas marcas. Quantas e quantas noites fechando o Tago's, comentando em quais pessoas da empresa mandávamos, daríamos um "tapa" ou não?

O Luli, o Destro e o Nardelli me deixaram suas marcas. Nunca pensei que ia conhecer uns caras tão débeis-mentais quando eu :-).

O Vitor me deixou sua marca. É um diamante a ser lapidado. Vou continuar trabalhando nisso.

O Nico e o Uribe me deixaram sua marca. Que duplinha mais arrombated.

O Julivan Maaaaaan e a Nathalia me deixaram sua marca. Que duplinha mais serelepe.

A Roberta e a Fanny me deixaram sua marca. Obrigado por terem me aguentado por um ano. Não retiro um vírgula sequer de tudo o que falei nos momentos sérios. Espero que possa ter plantados algumas sementinhas em vocês.

A Claudinha, o Alê Santos, o Giuliese, a Karina, a Norões, a Maíra me deixaram suas marcas. O Marketing do BuscaPé está em boas mãos.

A Carol Fayad, a Natashe, a Stephanie Mazzarello, a Larissa... se o BuscaPé é um quintal, esse é o seu florido jardim.

O Gavroche me deixou sua marca. Se ele me irritava no início, com seu sotaque carioca forçado, hoje sei que ganhei um bom amigo.

O Daniel Cabral me deixou muitas e profundas marcas. Faz mais de cinco anos que o vi pela primeira vez. Com seu cabelo raspado a lá Billy Corgan, me causava arrepios. Ô sujeitinho esquisito! Hoje, o tenho como umas das pessoas mais criativas e originais que já conheci, além de profundo respeito e admiração.

O Romero, o Borges, o Ronaldo e o Chilão me deixaram marcas. Um politécnico não aprende engenharia, aprende a resolver problemas. Parabéns pelo espírito empreendedor e obrigado pela oportunidade que me foi fornecida nesses cinco anos.

Certamente, faltou muita gente nessa lista, peço mil desculpas. Mas se eu continuar escrevendo, ninguém mais vai ler o texto (se alguém tiver chegado até aqui, já fico bem feliz).


Para terminar, o grande ponto é que as empresas passam, isso faz parte da vida profissional. O que importa é que as pessoas ficam. Do fundo do coração, muito obrigado a todos.

De minha parte, só tenho uma certeza: quando eu parar, olhar para trás e me perguntar "que diferença eu fiz?", a resposta será uma só:


Eu deixei a minha marca.

2 de fev de 2009

"Zeca, você conhece o seu Cuca?"


Acabo de receber o e-mail mais porcaria que já recebi em toda minha existência. Pior do que qualquer corrente, do que qualquer venda de viagra, do que qualquer piada fraca enviada pela minha irmã.

A Brahma, minha quase ex-cerveja preferida, acaba de me mandar um e-mail perguntando se eu não queria manda uma mensagem de Feliz Aniversário para os 50 anos do bestial Zeca Pagodinho.

Aquele mesmo do "Experimenta". Aquele mesmo do Selo ZPQ. Aquele mesmo da Lei de Xerém, onde o que vale é a palavra, e não o contrato. Nos 3 casos, é a mesma escória.

Segundo o e-mail, além de parabenizá-lo, serão leiloadas 50 garrafas autografadas, a "Edição Limitada Zeca 50 anos"... enfim, a merda só fica maior.


Caso você tenha achado a idéia bacana, deixe seu recado pro Zeca. Além disso, caso você esteja sem muita criatividade para o que escrever, confira algumas sugestões abaixo:

"Zeca, na boa... Brahmeiro é a put@ que te pariu."

"Zeca, pra aguentar os seus sambas eu preciso tomar um caminhão de Brahmas."

"Zeca, você conhece o seu Cuca?"

Parabéns, Zeca!