28 de out de 2008

Sugestão de leitura: Poder S.A. - Histórias Possiveis do Mundo Corporativo

Meu segundo emprego na vida foi na Americanas.com, no ano de 2002. Foi um período de um ano muito bom, onde conheci amigos que carrego até hoje, como Felipe Almeida, santista fanático, e adquiri muito conhecimento de web, trabalhando no maior e-commerce do Brasil.

Lá, tinha um gerente chamado Beto Ribeiro. O Beto era uma cara divertido, comunicativo e que tocava uma grande equipe. Foi uma pessoa que me deu bons toques no meu caminho de estagiário por quase 01 ano. Depois desse período, eu fui para o BuscaPé, e ele para Cyrela.


Hoje, alguns anos depois, reencontro o Beto depois de um livro que ele acabou de lançar. Se chama "Poder S.A. - Histórias Possiveis do Mundo Corporativo". Basicamente, o livro relata histórias, que ele jura serem todas reais, sobre a selva que é o mundo corporativo. Tem de tudo: gerente escroto, puxada de tapete, trairagem, puxa-saquismo de diretor, enfim.... essas histórias que a gente sabe que acontece diariamente em milhares de escritórios pelo mundo todo. Já li o livro e recomendo: as histórias são curtinhas e gostosas de se ler. Deixe a seriedade um pouco de lado e divirta-se com sua própria rotina.


Conversando com ele hoje, quando autografou meu livro, disse que aceita sugestões de temas para as histórias da segunda edição do livro. Então lá vai! Beto, o que você acha de escrever sobre:

1 - O uso desenfreado e aleatório da portabilidade que um notebook proporciona. O notebook substitui aquela antiga pilha de papéis e várias planilhas abertas no monitor para "justificar" que o funcionário está "trabalhando". Repare no seu escritório quantas pessoas ficam passeando por aí com notebook aberto, inclusive digitando enquanto andam pelos corretores, e também ocupando salas de reunião para sí próprios, fingindo que trabalham enquanto, na verdade, ficam coçando o saco resolvendo coisas pessoais.

2 - Mais uma de notebook: e aquelas reuniões com várias pessoas, cada uma com seu note? Além de ser uma absoluta falta de respeito com quem está falando, mostra uma completa falta de bom senso e desinteresse, pois fica na sala apenas de corpo presente mas, na realidade, fica papeando em skype e msn, sem o menor interesse na pauta.

3 - Outra de reunião: aquelas reuniões marcadas aleatóriamente, com várias pessoas de várias áreas, mas quem ninguém sabe o que vai ser tratado nem o que vai sair dela. Não há objetivo em seu início nem uma ao final dela. Péssimo.

4 - "Guéri-quéris" em geral, como responder e-mails na madrugada de sábado ou domingo de manhã, com frases absolutamente inúteis como "parabéns à todos os envolvidos", para marcarem presença e mostrar que "estão trabalhando". Além disso, pessoas que vivem de "frases de efeito" mas não tem conteúdo nenhum, como "O bom é inimigo do ótimo", "chicken & egg", "que horas funciona" para marcar uma reunião, "eneganharia reversa" para falar do desmembramento de um processo e outras bobagens. Na verdade, não tenho nada contra os termos, mas sim, da forma como são usados, como são praticamente "arrotados" para tentar passar uma pretensa "sabedoria" do locutor.

Beto, espero ter dado minha contribuição. Leitor, faça um favor à si mesmo: compre Poder SA e divirta-se!

2 comentários:

  1. Olha, esse livro deve ser legal, tem cara de ter cada coisa absurda... Mas pode ter também um efeito reverso, porque tem gente que pode ficar até com medo dessas coisas... Hehehehe.

    Abraços cara!

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  2. Boa Gnomo,

    O mundo corporativo é nojento e cheio de incompetentes em cargos cada vez mais altos. Sinto que, cada vez mais, as cabeças mais pensantes e brilhantes estarão no serviço público e não no privado. Isto ocorre pois é cada vez mais difícil conseguir um cargo público, ao contrário de uma empresa, que se utiliza muitas vezes de indicações pessoais para nomearem seus líderes, quase nunca nomeando os melhores.

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